sexta-feira, maio 27, 2011

Costazzurra apresenta o novo rótulo da Anakena


Esta semana a importadora Costazurra apresentou o novo rótulo da vinícola chilena Anakena.
O novo rótulo, chamado ALWA, deve chegar ao mercado no segundo semestre do ano.
Os vinhos da Anakena, estão em 45 países, mesmo sendo uma vinícola jovem.
É um grupo 100% chileno, que tem como proprietário o dono de uma das maiores redes de supermercados do país, a Líder.
A ideia de montar a vinícola, veio depois que o empresáreio Felipe Ibañes resolveu vender 75% do Grupo líder para a gigante Wallmart.
A Anakena (nome de uma praia da Ilha de Páscoa), produz 4 milhões e 200 mil garrafas por ano.
Provei o interessante Viognier Single Vineyard 2009 (50 reais) com boas notas florais e minerais Depois o ONA Pinot Noir 2010, que tem 3% de Syrah e 2% de Merlot. A pequena porcentagem de Syrah deu notas vegetais ao vinho (70 reais). Um vinho interessante!

O Alwa é um corte de 55% Cabernet Sauvignon, 21% Carménère, 21% Syrah e 3% Carignan.
O vinho passou 2 anos envelhecendo em barricas francesas (85%) e americanas (15%), depois ainda passou 1 ano e meio em garrafa.
No nariz notas cassis, cereja maraschino, baunilha, tabaco e alcaçuz.
Na boca tem bom corpo, de médio para encorpado, bem equilibrado e com notas de café e pimenta preta no retrogosto.
Deve custar 90 reais, assim que chegar ao mercado.
Conversei com o enólogo Sergio Cuadra, que acabou de chegar (6 meses), para criar a ponta da pirâmide de qualidade da vinícola.
Para isso, Sergio conta com um curriculo impressionante.
Veja o vídeo:
 

O Vinho e a Arte - Baco, de Michelangelo

Baccus - Escultura de 1497
Michelangelo di Lodovico Buonarroti Simoni, nasceu em Caprese em 6 de Março de 1475 e morreu em Roma em 18 de Fevereiro de 1564. Terminou essa escultura quando tinha 22 anos.

quinta-feira, maio 26, 2011

Regiões Vinícolas - DOCG Barbaresco



O Barbaresco é considerado um dos grandes vinhos da Itália. Divide as atenções do Piemonte com o Barolo. A cidade de Barbaresco, que dá nome ao vinho, fica na província de Cuneo, por onde passa rio Tanaro. Antiga vila rica em história, Barbaresco, mesmo na época do Império Romano era estrategicamente importante. Fica no topo de uma colina, por isso era um importante ponto de observação e um abrigo seguro dos ataques inimigos.
DOCG: Denominazione di Origine Controllata e Garantita Barbaresco
Localização: todo o território das comunas de Barbaresco, Treiso Neive (antigo povoado de Barbaresco) e parte da aldeia "San Rocco" já faz
parte da cidade de Barbaresco e agregados para a cidade de Alba, caindo na província de Cuneo.
Solo: principalmente calcário, também Arenito e ArgilaProdução: 3 milhões de garrafas
Variedade: Nebbiolo
Tpo de vinho: Tintos com boa estrutura e concentração
Guarda: 10 a 20 anos
Boas safras: 1996, 1997, 1998, 1999, 2000
Aromas: Frutas vermelhas e negras, violeta e alcaçuz
Harmoniza bem com carnes de caça, aves e queijos picantes.Os Barbarescos passam por um período de maturação de pelo menos 2 anos (um ano pelo menos em madeira). Os vinhos que passam no mínimo 4 anos no período de maturação podem ser considerados "Riserva".
Dentro das cidades produtoras, existem as seguintes regiões, que muitas vezes pela importância do terroir, são citadas nos rótulos:
Barbaresco: Asili, Ovello, Pajé, Rabaja, Pora, Montefico, Montestefano, Moccagatta
TREISO: Rombone, Valeirano, Cichin, Pajoré, Nervo, Fondetta, Bricco
NEIVE: Cotta, Curra, Sori Burdin (Bordini), Basarin, Serraboella, Serracapelli

Colheitas podem ser adiantadas na França! Olha o aquecimento global mostrando a cara



Enquanto a turma de Brasília tenta anistiar desmatadores, e nos Estados Unidos a pressão de economistas não permite que se discuta a diminuição da emissão de gazes poluentes, quem vive na terra e da terra sente o drama da reação da natureza.
O calor que dura mais de um mês na França, aumentou a rapidez do desenvolvimento das vinhas.
A floração aconteceu com uma antecedência de 3 semanas em diversas appellations.  Mais surpreendente ainda é que o desenvolvimento e o calor, foram ainda maiores na parte norte do país, mas atingindo também Bordeaux.
Na Champagne já se fala numa colheita de final de Agosto, caso a onda de calor prossiga.
Em Bordeaux a preocupação é com a possibilidade de um estresse hídrico que poderá bloquear o desenvolvimento das plantas.
Em condições normais, esse calor pode aumentar a concentração de açúcar, que aumentaria o teor alcoólico e que se persistir por alguns anos, engrossar as cascas das uvas (uma proteção natural contra o calor), numa mutação genética que daria muito mais potência aos vinhos e extinguiria o estilo elegante que serve de referência para todos os produtores de vinho do mundo inteiro.
Hipóteses assustadoras.
Por enquanto são hipóteses.

quarta-feira, maio 25, 2011

A Eleição de Giuseppe foi Fácil. A Administração do Dinheiro Público Também.

Giuseppe era o homem mais conhecido de toda a região do Abruzzo. Dono de vinhedos, dono de lojas, dono de supermercado e de uma fábrica de tecidos que era a sua principal fonte de renda.
Mesmo assim passava o dia cuidando dos vinhedos.
Não havia um trabalhador temporário ou fixo que não quisesse trabalhar para Giuseppe. Ele pagava normalmente mais do que combinava.
Combinava uma coisa, via o desempenho do contratado, ficava sabendo de detalhes da vida dele, fazia amizade e pagava sempre mais. Nunca houve uma reclamação sobre pagamento. Nunca houve uma reclamação sobre maus tratos, autoritarismo, abuso de poder ou algo parecido.
Na fabrica de tecidos era a mesma coisa, só com a diferença de ter menos amigos por passar a maior parte do tempo nos vinhedos.
Um dia um grupo de amigos foi para sua casa convencê-lo a candidatar-se a prefeito.
Uma dificuldade.
Ele não queria de jeito nenhum.
foram duas semanas de conversa até que aceitou o desafio para evitar que um outro candidato inescrupuloso ganhasse a eleição pela segunda vez.
Lá foi Giuseppe para a guerra das urnas.
Lógo na primeira semana todos declaravam o voto nele. Por onde passava era aplaudido e abraçado.
Pouco depois Marino, o outro candidato, resolveu vasculhar a vida particular de Giuseppe. Apareceram amantes, filhos fora do casamento e até uma namorada da adolescência que abortou um filho de Giuseppe.
O mundo do senhor simpático e humanista veio abaixo.
Problemas com a mulher, problemas com as empresas e pela primeira vez na vida um sentimento desconhecido. Ficou com ódio de Marino.
Giuseppe admitiu tudo que lhe cabia, pensou em desistir, mas não era de sua estirpe.
Continuou na luta e pagou pra ver.
Em poucos dias funcionários e amigos pintaram as ruas de vermelho, mostravam as realizações do velho socialista que dava participação nos lucros aos funcionários. Do velho que começou trabalhando em uma colheitadeira e terminou dono de um patrimônio invejável.
Não haviam pesquisas na cidade.
O que se sabia é que o respeito por Giuseppe havia crescido.
O fato de reconhecer as atitudes do passado mostravam que ele estava ainda mais próximo do povo.
Marino estava transtornado. Parecia um louco. Falava absurdos, se repetia, vivia nervoso.
Giuseppe passou a se sentir melhor ainda. Se sentia mais leve percebendo que não tinha nenhum segredo. Se sentia feliz por fazer novos amigos.
Nos restaurantes entrava e era aplaudido. Pelas ruas andava a passos de tartaruga, tamanho era o apoio dos populares.
Claro que as urnas deram uma lição humilhante para Marino.
Marino também se dizia ao lado do povo.
Já havia ocupado o cargo anteriormente e suas realizações eram duvidosas.
No dia da posse teve vinho pra todo mundo.
O povo carregou Giuseppe nas costas enquanto Marino se contorcia de raiva.
Na prefeitura Giuseppe aplicou seus princípios de humildade e respeito. A cidade virou a mais próspera da região. No final do mandato ele voltou aos vinhos mais respeitado do que antes.
Passou anos lembrando da política de forma simples e descomplicada.
-Na minha empresa o dinheiro é meu, faço o que quiser. Lá o dinheiro é do povo, eles é que decidem o que fazer. Muito simples ouvir e fazer. Quando se está perto do povo, é claro...

Um Wine Show no Café Journal!



A foto acima já conta que foi um sucesso. Mostra também que o vinho cresce num ritmo acelerado em um país colonizado por um dos maiores (se não me engano o maior) consumidores per cápita do planeta, mas que tem um consumo muito baixo. Culpa também dos impostos absurdos e da falta de inteligência dos políticos em considerar o vinho um alimento como acontece na maior parte dos países produtores. Alimento que contém álcool, que deve ser consumido com responsabilidade, mas alimento.
Fazer um evento destes não é fácil. Mas é muito bom para quem gosta do vinho ver o sucesso. Principalmente se o evento for organizado por um restaurante que respeita o vinho, oferece uma carta bem elaborada e serviço correto.
Não faltaram bons vinhos e principalmente vinhos que num país de impostos absurdos conseguem um preço menos injusto. Justo para os importadores, para os revendedores. Injusto por parte do governo que sem aparecer, leva uma fatia enorme do bolo.
Quando se fala em balança comercial negativa eu penso logo na alegria do governo.
É negativa pra quem?
Para o País?
Se uma simples garrafa de vinho chega com mais de 100% de impostos e taxas o país não perde tanto dinheiro assim.
Perde a longo prazo, com a quebra de empresas, desemprego, mas isso fica para o próximo governo, não é problema imediato.
Esse vinho nas mãos do Nicolas Farias Torres, da Grand Cru, foi um dos vinhos que valeriam mais do que se pede por ele. Aqui onde estamos (Brasil).
No país de origem, custa certamente 3 ou 4x menos, nas lojas.
Culpa dos impostos!
Enfim, como vivemos aqui, só podemos protestar, reclamar, mas...
Comprar aqui.
E esse é um vinho com boa relação custo qualidade.
O Arrocal 2008, recebeu 90 pontos do crítico Robert Parker, é um vino Joven (passou 6 meses em barricas francesas e americanas).
Vinho de Ribera del Duero.
Cor rubi, transparente.
No nariz notas de especiarias, amora, couro.
Na boca é muito bem equilibrado.
Corpo médio.
Final longo e com notas de café.
A pedido do Nicolas chutei o preço: 80 reais.
Errei feio, custa 55 na Grand Cru www.grandcru.com.br
É ótimo quando se erra pra cima! 

Regiões Vinícolas - DOCG Barolo




É para muitos o maior vinho da Itália. Barolo e Barbaresco são vizinhos no Piemonte e são produzidos com a uva Nebbiolo.A região de Barolo fica perto da cidade de Alba, no meio da Serra Langhe.
São 11 cidades autorizadas a produzir o vinho. É um vinho complexo, com grande estrutura e com uma capacidade incrível de envelhecer.

Doniminazione di Origine Controllata e Garantita Barolo 
Localização: Barolo, Castiglione Faletto, Serralunga d'Alba para todo o município, La Morra, Novello, Monforte d'Alba, Verdun, Grinzane Cavour, Diano d'Alba, Roddi e Cherasco parte dela.
Solo: No Vale Serralunga, onde estão Castiglione Faletto, Monforte d'Alba e Serralunga d'Alba, o solo é composto de areia, calcário, ferro, fósforo e potássio. 
Os vinhos do Vale Serralunga tendem a ser mais austeros e potentes, necessitando de mais envelhecimento (pelo menos 12-15 anos) para se desenvolver.  
No Vale Central, nos municípios de Barolo e La Morra o solo Possui argila, óxido de manganês e magnésio. Por isso, os vinhos são mais perfumados e aveludados,menos tânicos e encorpados do que os do Vale do Serralunga. Após 8 ou 10 anos estão prontos para beber.
Área: 1714 hectares
Produção: Mais de 10 milhões de garrafas
Variedade: Nebbiolo
Envelhecimento: Mínimo 3 anos (pelo menos 2 em madeira). Riserva só após 5 anos entre madeira e garrafa.
Boas safras: 1996,1997,1998,1999,2000, 2001,2003,3004,2005,2006
Aromas: frutas vermelhas e negras, violeta, trufas, alcaçuz, tabaco, couro, alcatrão, etc...
Harmoniza bem com assados de carne vermelha, carnes de caça, trufas, queijos de pasta dura e queijos maturados. Além dos pratos onde se usa o Barolo no preparo.

Vinha Grande - Douro 2022 - Casa Ferreirinh

Cereja, bergamota, violeta...  na boca tem corpo médio, taninos macios, sensação de frescor, sabor repetindo o nariz, mas com um toque de e...