domingo, março 06, 2011

A Concha Y Toro ficou maior ainda!


A Concha y Toro acaba de comprar a Fetzer Vineyard, da Califórnia.
A vinícola pertencia ao grupo Brown-Forman Corporation, empresa de 140 anos que criou marcas como Whisky Jack Daniels, produz também tequila, tem 4000 funcionários e está em 135 países.
A Concha y Toro comprou apenas a vinícola californiana.
É incrível o poder do grupo Concha y Toro.
Pagou 238 milhões de dólares para garantir um posicionamento de respeito no mercado americano.
O portfolio inclui as marcas: Fetzer, Bonterra, Five Rivers, Jekel, Sanctuary e Little Black Dress. No final do ano passado, essas marcas representaram um volume de 3,1 milhões de caixas e 156 milhões de dólares em vendas.
Os ativos?
429 hectares de vinhedos próprios e arrendados em Mendocino County, Califórnia.
As vinícolas têm capacidade para produzir 42 milhões de litros (Somando as unidades de Hopland e Paso Robles).
A Fetzer é uma das 10 marcas que mais vende no mercado americano e pioneira no desenvolvimento de práticas sustentáveis.
A marca Bonterra é líder na categoria orgânica premium e pioneira nesse tipo de agricultura (desde 1987).
A Concha y Toro, foi fundada em 1883.
A Viña Concha y Toro S.A, é a maior produtora de vinhos da América Latina, exporta para 135 países, possui cerca de 9500 hectares de vinhedos e marcas como Palo Alto, Maycas del Limarí, Don Melchor, Almaviva, Casillero del Diablo, entre tantas outras.

sábado, março 05, 2011

A Porto Mediterrâneo tem uma verdadeira seleção espanhola

Foram 15 vinhos muito bons.
Cava Parés Baltà Brut Rosé 2007 - Cava/Penedés (espumante)
Fillaboa Albariño 2009 - Rias Baixas (branco)
Fillaboa albariño Selección Finca Monte Alto 2008- Rias Baixas (branco)
Murua Blanco Fermentado em Barrica 2006 - Rioja
Calcari 2009 - Penedés (Branco)
Miranda 2005 - Rioja (tinto)
Lynus 2006 - Ribera del Duero (tinto)
Pagos del Infante Crianza 2006 - Ribera del Duero (tinto)
Passanau Finca la Planeta 2005 - Priorato (tinto)
Passanau La Morera de Monsant 2006 - Priorato (tinto)
Aclys Crianza 2006 - Rioja (tinto)
Murua Reserva 2003 - Rioja (tinto)
Mas Irene 2003 - Penedés (tinto)
Mas Elena 2008 - Penedés (tinto)
Indigena 2008 - Penedés (tinto)


Foi uma verdadeira maratona!
Vou destacar alguns vinhos e os outros vou postando com o tempo.
Gostei muito do Rioja, Murua Blanco Fermentado em Barrica - 2006, é um corte de Viura (50%), Malvasia (30%) e Garnacha Blanca (20%).
A fermentação é toda em barricas francesas novas.
No nariz se sente a madeira, mas também mel, marzipan, doce de cidra e um agradável toque oxidado.
Na boca tem notas de amêndoa e coco. Bom corpo, boa acidez e elegância!
Custa 95 reais.

O Calcari 2009, Penedés 100% Xarel-lo, custa 68 reais.
No nariz pera madura, mineral, laranja, resina de esmalte e ervas.
Na boca tem ótima acidez e equilibrio.

Por 65 reais, uma boa opção é o Miranda 2005, também de Rioja.
95% Tempranillo e 5% Mazuelo.
6 meses de estágio em barricas francesas (75%) e americanas.
No nariz geleia de frutas vermelhas, groselha e cacau.
Na boca é bem equilibrado e macio.
O preço é muito bom para um vinho como esse que recebeu 90 pontos do Guia Peñin (o principal da Espanha)

O Passanau Finca la Planeta 2005, do Priorato, é mais caro, para ocasiões especiais.
52% Garnacha Tinta, 28% Merlot e 20% Mazuelo.
No nariz flores, cereja, ameixa, tabaco e chocolate.
Passou 14 meses em barricas novas.
Na boca é elegante, taninos finos, carnudo.
O final longo vem acompanhado de notas de café.
210 reais.

O Murua Reserva 2003, da Rioja, também vale mais do que os 89 reais que custa.
90% Tempranillo, 8% Graciano, 2% Mazuelo.
No nariz cacau, chocolate, cereja, baunilha.
Passou 18 meses em barricas usadas de carvalho frances e americano.
Na boca é encorpado, tem boa acidez, equilibrio e notas de café.
O final é bem longo.

O Mas Elena 2008, do Penedés, também tem um ótimo preço. 80 reais.
49% Merlot, 32% Cabernet Sauvignon e 19% Cabernet Franc.
Não, não é um Bordeaux da margem direita, mas poderia ser!
No nariz frutas groselha, cassis, couro e alcaçuz.
Passou 8 meses em barricas francesas de segundo e terceiro uso.
Na boca elegância e equilíbrio.
Final médio pra longo!

Todos na Porto Mediterrâneo!
www.portomediterraneo.com.br



Vertical Marques de Casa Concha - Gentileza do Jeriel e da Vino & Sapore






O Jeriel (www.blogdojeriel.com.br) levou os vinhos de sua adega particular, o João Filipe recebeu a gente como sempre, com muito carinho na Vino & Sapore. Antes de abrirmos os vinhos chilenos chegou pelas mãos ou do
Evandro Silva ou do Francisco Stredel (chegaram juntos, não sei quem trouxe) http://confraria2panas.sosblog.com/Confraria2Panas-b1.htm, uma Champagne Pol Roger que abriu a degustação de forma monumental.






Perlage muito fina, muito persistente (veja a foto).
No nariz flores brancas, brioche, pêssego.
Na boca uma cremosidade incrível excelente acidez e um final muito longo.
Parecia que a noite poderia acabar por ali mesmo.
Mas não!
Abrimos o Marques de Casa Concha Chardonnay 1997, uma raridade para quem tem coragem de apostar no envelhecimento de um branco.
Aposta ganha por goleada pelo Jeriel.
O vinho de cor dourada, estava maravilhoso.
No nariz abacaxi em calda, mel, notas herbáceas, minerais e nozes.
Na boca mostrou que não tinha mais o frescor da juventude, mas sim a elegância da maturidade.
O final longo, surpreendente!
Passamos para o 2003.
A cor também era dourada.
Um branco de 8 anos!
No nariz frutas brancas maduras e cedro.
Na boca o equilíbrio muito bom, notas de madeira e boa acidez.
Bom final.
O 2007 era uma criança perto dos antecessores.
Abacaxi, maracujá e madeira.
Na boca ótima acidez, frescor e equilíbrio.
Fomos para os tintos de Syrah.
Pulo o 2004, pois acredito que havia um desequilíbrio próprio daquela garrafa e não da safra.
O 2005 estava exuberante.
No nariz frutas vermelhas maduras, pimenta branca, café e um toque mentolado.
Na boca ainda mostrou notas de chocolate e uma elegância típica dos grandes vinhos.
Final longo!
O 2006 encerrou a vertical.
No nariz canela, amora, café e alcaçuz.
Na boca boa fruta, boa acidez e muita classe.
Vinho encorpado, vinho para guardar.
O melhor da noite junto com o branco do século passado!
Aí veio uma surpresinha do Daniel Perches (www.vinhosdecorte.com.br).
Um vinho provado às cegas.
Um vinho bastante frutado. Cereja, ameixa, defumado.
Na boca bom equilíbrio e acidez. Notas minerais.
De onde vem o vinho?
Da Argélia.
País africano banhado pelo mediterrâneo que foi dominado pela França de 1830 até 1962.
O vinho se chama Domaine El Bordj.
Sim, a Argélia produz vinhos, e muitos.
Esse é elaborado com Grenache, Cinsault, Mourvèdre, Morastel, Cabernet Sauvignon, Syrah e Alicante Bouschet.
É o vinho mais simples da vinícola.
http://www.algerianwine.com/coteaux.html

sexta-feira, março 04, 2011

O Vinho e a Pintura - anônimo

Brunello di Montalcino La Fornace reforça ainda mais o time internacional do Encontro de Vinhos Off


O amigo Fabio Giannetti acaba de confirmar sua presença no Encontro de Vinhos Off.
Uma palestra imperdível se levarmos em conta o prestígio de seus Brunellos e o ineditismo destes vinhos no Brasil.
É incrível, mas os Brunellos di Montelcino La Fornace, ainda não são importados pelo mercado Brasileiro.
As notas recebidas pela imprensa internacional falam mais que 1000 palavras:

Brunello di Montalcino
90 Pontos na Wine Spectator, Abril de 2010
90 Pontos e Best Buy na Wine & Spirits, Abril de 2010
90 Pontos na Wine Spectator, Abril de 2009
90 pontos na Wine Spectator, Abril de 2008
2 Bicchieri no Gambero Rosso 2008
92 pontos na Wine Spectator, Abril de 2007

90 pontos na Wine Spectator, 2004

3 estrelas, Recommended na Decanter, 2004

Brunello di Montalcino Riserva
92 pontos na Wine & Spirits, Abril 2010
92 pontos na Wine Spectator, Fevereiro 2008
2 Bicchieri no Gambero Rosso 2008

95 pontos na Wine Spectator, 2004

95 pontos Robert Parker, 2004


Imagina uma feira onde se toma Brunellos, Barolos, Barbarescos, Grandes vinhos da Borgonha, Bordeaux, Argentina, Chile, etc...etc...etc...
Ela existe.
Dia 25 de Abril, das 12 às 22 horas, na Bendita Hora de Perdizes - Rua Vanderlei, 795 - www.benditahora.com.br
Ingresso: 60 reais
Coquetel de Pizza da Bendita Hora.
www.encontrodevinhos.com.br
http://www.agricola-lafornace.it/eng/siamo.htm

Brunello di Montalcino La Fornace reforça ainda mais o time internacional do Encontro de Vinhos Off


O amigo Fabio Giannetti acaba de confirmar sua presença no Encontro de Vinhos Off.
Uma palestra imperdível se levarmos em conta o prestígio de seus Brunellos e o ineditismo destes vinhos no Brasil.
É incrível, mas os Brunellos di Montelcino La Fornace, ainda não são importados pelo mercado Brasileiro.
As notas recebidas pela imprensa internacional falam mais que 1000 palavras:


Brunello di Montalcino
90 pontos- Wine Spectator, April 2010
90 pontos- Best Buy:Wine & Spirits, April 2010
90 pontos- Wine Spectator April 2009
90 pontos - Wine Spectator, April 2008
2 Bicchieri - Gambero Rosso 2008
92 pontos - Wine Spectator, April 2007
90 pontos - Wine Spectator, 2004
3 stars, Recommended - Decanter, 2004
Brunello di Montalcino Riserva
92 points - Wine & Spirits, April 2010
92 points - Wine Spectator, February 2008
2 Bicchieri - Gambero Rosso 2008
95 points - Wine Spectator, 2004
95 points - Robert Parker, 2004
Imagina uma feira onde se toma Brunellos, Barolos, Barbarescos, Grandes vinhos da Borgonha, Bordeaux, Argentina, Chile, etc...etc...etc...
Ela existe.
Dia 25 de Abril, das 12 às 22 horas, na Bendita Hora de Perdizes - Rua Vanderlei, 795 - www.benditahora.com.br
Ingresso: 60 reais
Coquetel de Pizza da Bendita Hora.
www.encontrodevinhos.com.br
http://www.agricola-lafornace.it/eng/siamo.htm

Didu 10, Marcelão Zero, Abflug 1000

Nesse mundo do vinho as brincadeiras sempre acabam, nele, no vinho.
Desde que o Marcelo Di Morais começou a usar uma bata preta, que segundo ele, foi desenhada pelo Ricardo Almeida, todos comentaram o estilo Tim Maia com a língua presa do Cazuza.
Quando a brincadeira partiu para uma comparação do estilo aristocrático da gravata borboleta do Didú Russo, a Abflug lançou logo um desafio: Venham provar nossos vinhos e decidir quem leva a melhor, a gravata do Didú ou a bata do Marcelão!
10 a zero para o Didú!
Mostrou que aquela gravata borboleta cabe bem naquele pescoço. Chegou homenageando o adversário com uma bata azul (no horário combinado) e ainda deixou uma gravata borboleta de presente para o Marcelão.
Marcelo di Morais como sempre chegou atrasado, sem a bata e com um caminhão de desculpas na ponta da língua.
Nem a gravata borboleta soube colocar.
Perdeu feio!
Quem não entrou no jogo para perder foi a Abflug.
Com simpatia, simplicidade, mesa de frios e vinhos.
O australiano Yelow Tail 2009, entraria em qualquer lista que levasse em conta a relação preço/qualidade.
35 reais!
No nariz cereja, especiarias, mentolado...
Na boca um vinho muito macio, fresco, corpo médio e equilíbrio.
O final é de média persistência.
Provamos os chilenos El Descanso e o português Portas de Lisboa, que também oferecem um preço incrível, menos de 30 reais.
Para terminar entramos na linha Perez Cruz e a coisa ficou séria.
O Limited Edition Carménère 2008 tem notas de terra, cereja, ameixa, é macio, equilibrado, final longo e frutado.
O Cot (nome francês da Malbec) 2008, é extravagante.
Frutas vermelhas maduras, violeta, especiarias.
Na boca, outro vinho macio, elegante, bem equilibrado.
Final longo.
O Syrah foi o meu preferido!
Notas de pimenta branca, canela, amora, mentolado e tabaco.
Na boca as notas de amora e especiarias se repetem.
O vinho é equilibrado e tem um final longo.
Toda a linha Limited Edition custa 95 reais.
O Liguai já está em um degrau onde só os grandes vinhos alcançam.
Degrau do grupo seleto dos que merecem 90 pontos ou mais.
É um corte de Syrah, Cabernet Sauvignon e Carménère.
Passou 16 mêses em barrica francêsa.
Notas de goiaba, amora, café, defumado e chocolate.
Na boca é intenso, encorpado, elegante e equilibrado.
O final é muito longo e a expectativa é que o vinho melhore na garrafa. Diria que é um vinho para guardar por 10 anos.
Encerramos com o top da vinícola.
O Quelen Special Selection 2006 foi elaborado com 44,4% de Petit Verdot, 29,7% de Carménère, e 25,9% de Cot (Malbec).
Passou 14 meses em barricas francêsas.
No nariz frutas vermelhas, amora, canela, terra, caramelo, tabaco e toques minerais.
Na boca os taninos são finos e elegantes. Vinho para longa guarda.
Final longo.
Nota 1000 para a abflug e 10 para a gravata borboleta e para a bata do Didú!
Zero para o Marcelão e para a bata que ninguém viu!

Vinha Grande - Douro 2022 - Casa Ferreirinh

Cereja, bergamota, violeta...  na boca tem corpo médio, taninos macios, sensação de frescor, sabor repetindo o nariz, mas com um toque de e...