quarta-feira, fevereiro 23, 2011

A Expand, O Otávio, O Cristiano, O Mendel e os Blogueiros...

Foi na loja mais bonita da Expand, dentro do Bar des Arts, no Itaim, São Paulo.
Vinhos servidos, boca preparada pelo Prosecco Fontini e um jovem senhor acompanhado de um jovem (o filho, Otávio Filho) entraram na sala de degustação.
Otávio Piva não vai conseguir se livrar da história.
Quem viver 200, 500 anos e ler algo sobre o desenvolvimento do consumo e importação de vinhos no Brasil, o nome desse cara vai estar lá.
Sim, ele é o cara!
Apostou em um mercado quase inexistente e hoje vê um mercado forte com seus ex-funcionários brilhando em todas as importadoras e em tudo que é ligado ao vinho.
Quando estive em Mendoza, brincava e ria quando falavam que o enólogo de tal bodega era um ex enólogo da Catena Zapata, que tal pessoa era ex funcionário da Catena Zapata, etc...
A Expand é a Catena Zapata do Brasil.
Todo mundo usa esse currículo para mostrar que foi bem formado e informado.
Nesses momentos em que a gente fica diante da história, é impossível não pensar nisso.
Impossível não olhar com admiração para esse jovem senhor.
A degustação aconteceu por causa do Cristiano.
Ele guardou as garrafas de 5 safras do Mendel (2004, 2005, 2006, 2007, 2008), vinho de Mendoza, mas produzido longe da sombra de Catena Zapata. Na história aparece outro nome. Grande, muito grande!
Roberto de La Mota não precisa acrescentar nada ao seu currículo, é um dos mais respeitados enólogos desse mundo do vinho, que consegue ser enorme e pequeno ao mesmo tempo.
Cristiano poderia ter bebido suas safras em família, um vinho de cada vez, poderia ter feito qualquer coisa, até compartilhar com os amigos e levar as 5 garrafas para nossa degustação. E assim foi!


No momento da degustação, um silêncio ensurdecedor invadiu a sala.
Os vinhos eram macios, jovens, bem equilibrados e elegantes.
Todos eles receberam notas acima de 90 dos principais críticos internacionais.
Os vinhos de forma geral mostravam boa fruta, nenhum sinal de evolução, notas de violeta, caramelo, café, chocolate...
O 2004 foi meu preferido.
Fizemos tudo às cegas e brincamos de acertar as safras.
Acertei 3 delas. O Alexandre Frias acertou todas!
O silêncio foi embora.
Passado o memento sagrado da avaliação, era hora de brindar.
O Mendel entrou no catálogo da Expand no lugar do grande Achaval Ferrer, que tem também um preço grandioso, talvez fora da realidade.
Valeu Cristiano!
Valeu Expand!
Valeu Otávio!!!

terça-feira, fevereiro 22, 2011

O Vinho e a Pintura - Juarez Machado 16

As duas taças de Champagne estão na mesa.

Maxime Blin, mostrou suas Champagnes!





A semana começou com Champagne!
No espaço agradável da Loja Vinea (rua Manoel da Nóbrega, 1014 - Paraíso).
Nesta Segunda-feira conheci o simpático Maxim Blin, um produtor de Champagne de apenas 27 anos.
Ele é da quarta geração de uma família de produtores, que começou vendendo seus vinhos para outros produtores ou produzia o champagne em cooperativas.
Na década de 70 isso acabou.
Agora os vinhos são colhidos com cuidado.
Maxime fez questão de explicar que paga o pessoal da colheita por hora, para que não tenham presa, enquanto os grandes produtores pagam por quilo, e toda a sujeira e uvas caídas no chão acabam indo para a mesa de triagem, podendo passar despercebidas prejudicando o produto final.
Aos poucos vou escrevendo sobre as 5 Champagnes que provei.
Hoje escolhi a Cuvée Maxime.
1/3 de Pinot Noir, 1/3 de Pinot Meunier e 1/3 de Chardonnay.
12% de álcool.
Assim como grande parte das Champagnes, a perlage é fina e fica no copo por muito tempo.
No nariz Abricó, geleia de laranja e pão doce.
Na boca a esperada cremosidade das Champagnes.
Fresco, encorpado, ótimo final!
É uma champagne de pequeno produtor, com cuidados especiais e é o principal rótulo da casa, por isso a mais cara, 411 reais.
A mais barata custa 165.
www.vinea.com.br
Gravei uma entrevista com ele que vou postar assim que terminar de legendar.

segunda-feira, fevereiro 21, 2011

O Vinho e a Pintura - Juarez Machado 15

Mais Champagne. O Juarez aprendeu bem o Savoir Vivre francês.

Cuvée Chaponnières 2009 - Rully - Borgonha - França


Rully fica ao norte da Côte Chalonaise tem o terroir e os vinhos muito parecidos com os da Côte de Beaune, que possui vinhos muito mais caros.
O solo é de calcário e argila.
Este vinho do Domaine Ninot pode ser um bom começo para quem estiver começando a provar os vinhos da Borgonha e tudo o que os produtores da região elaboram com a Pinot Noir.
Não que seja um vinho para iniciantes, digo isso pelo preço, 98 reais para um vinho da Borgonha é um preço muito bom.
Se você se assustou com o que acabei de dizer, eu explico.
Durante a revolução francesa (1789) os vinhedos da Borgonha foram divididos em pequenas parcelas como uma colcha de retalhos e redistribuidos.
Estes pequenos retalhos são caríssimos e raríssimos.
Ninguém vende e todos querem comprar.
Por isso e pela qualidade única, os preços são mais altos, mas com certeza, vale a pena.
No nariz o Cuvée Chaponnières mostra muita fruta.
Groselha, amora, cereja, framboesa, morango...
Na boca os taninos estão presentes, mas são macios e aveludados.
É equilibrado e elegante.
Tem 12% de álcool.
Lembro que a safra de 2009 na Borgonha foi excelente.
O vinho deve melhorar pelos próximos 5 anos.
Importado pela Cave Jado
www.cavejado.com.br

Vinha Grande - Douro 2022 - Casa Ferreirinh

Cereja, bergamota, violeta...  na boca tem corpo médio, taninos macios, sensação de frescor, sabor repetindo o nariz, mas com um toque de e...