quarta-feira, janeiro 12, 2011

Encontrada a vinícola mais antiga do mundo


Os achados foram encontrados no sul da Armênia por pesquisadores da universidade da Pensilvania, Estados Unidos. Os vestígios arqueológicos de uma adega com mais de seis mil anos de idade. Sementes da uva, restos de uvas prensadas, caules e resíduos de videiras também foram encontrados no local, e análises químicas indicam que vinho tinto era produzido numa caverna.consistente. O vinho produzido era provavelmente usado em rituais, como em sepultamentos, que também foram encotrados nas proximidades. "O vinho pode ter sido bebido para honrar os mortos ou talvez até jogado sobre os corpos", afirmou Gregory Areshian, da Universidade de California, co-diretor da escavação. “Esta é, para já, a mais antiga adega de vinho, com prensa, cubas de fermentação e vasilhas para armazenamento no local”, disse citado pela AFP Hans Barnard, um dos autores do artigo sobre a descoberta publicado na revista Journal of Archaeological Science. A gruta, que fica perto da cidade de Areni, junto da fronteira com o Irã, já tinha sido notícia em Junho do ano passado devido à descoberta de um mocassim de couro com 5500 anos.


O Vinho e a Pintura - A Última Ceia

Essa Última Ceia está na Catedral de Cuzco, no Peru. Identificado como de um artista local.

Pietro encontrou a fórmula do amor


-Acabou Ornella. Não posso viver assim esperando que se importe comigo.
-Ficou louco Pietro! Claro que me importo.
-O que fala não combina com tuas atitudes. É isso. Acabou!
Por 4 anos Ornella olhava para Pietro durante todo o dia. Passava horas ao lado dele na época da poda verde, na amarração dos galhos, na colheita, na seleção das uvas, em tudo.
Por 6 anos Pietro trocou a taça de vinho com os amigos pelos braços quentes, lisos, cheirosos de Ornella.
Por 10 anos dormiram juntos, às vezes abraçados, às vezes não.
A colheita de 2002 marcou uma nova fase para Pietro.
Ornella passou a ficar em casa cuidando da vida, do filho e com outros pensamentos e afazeres.
O inverno de 2003 foi terrível, pausa no trabalho com os vinhedos, pausa para ficar com Ornella, mas...
Ornella cuidava da casa e Pietro voltava ao convívio dos amigos.
O frio, o vinho, a casa com a lareira a todo vapor, o passado, nada animava Ornella.
Veio a primavera e o trabalho ficou mais duro.
Pietro cuidava sozinho daqueles 5 hectares em Rabajá.
O Barbaresco de Pietro era moderno, elegante, robusto.
Pietro é um jovem senhor de 39 anos. 1 metro e 80, magro, mas forte; duro, mas simpático; alegre, mas triste.
Ornella (ah Ornella), é belíssima. Não é alta nem baixa, magra nem gorda, é sensual.
Os olhos de Ornella são daqueles que penetram. O corpo parece uma escultura de autoria desconhecida. Sim pois quem assinaria tal obra não fosse o próprio criador.
A colheita de 2003 foi decisiva.
O trabalho correu normalmente.
As uvas estavam lindas, o trabalho foi impecável, as barricas de carvalho esloveno deram àqueles vinhos o que a pele de Ornella dava a Pietro no passado: macies, equilíbrio e felicidade para Pietro.
Vinhos engarrafados, malas prontas e Pietro saiu bem cedo.
A Nebia que dá o nome à Nebbiolo viu tudo.
Ornella só percebeu a saída de Pietro duas horas mais tarde. Pensou que tinha ido caçar.
Ao cair da noite Ornella encontrou Pietro bebendo vinho com os amigos e ele logo se levantou e explicou a situação para ela.
Ornella voltou pra casa e os lamentos de Pietro ficaram para Odoardo.
-Não quero mais viver no desprezo. Fico em outra casa, cuido dos vinhedos, vejo Ornella, converso o que for preciso, mas não volto a morar com ela. Hoje tenho apenas o lado ruim de Ornella. As cobranças, as satisfações que me cobra e a distância que me impõe.
Na casa de Pietro a família se reunia para falar mal dele. Diziam que ele tinha outra mulher, que ele não prestava e que ela não devia mesmo ter casado com ele.
A vizinhança também não entendia como a bela e doce Ornella tinha sido abandonada de forma tão cruel.
Mariela, que desde os tempos de primário desejava Pietro estacionava sua moto sempre ao lado de onde ele estava.
Os amigos ,mais submissos foram proibidos de participar das noitadas inocentes de Pietro no único bar do vilarejo. Noitadas regadas a fotos do passado e lembranças de Ornella.
Foram exatos 2 anos.
Dois anos de solidão voluntária.
No verão de 2005 Ornella bateu na porta de Pietro.
-Posso entrar?
-Claro que sim.
A conversa foi longa, proveitosa e terminou como no passado.
Ornella voltou pra casa e começou assim o caminho de volta.
Todos os dias ia e voltava, namorava e voltava, chegava a pegar no sono, mas voltava.
Pietro descobriu a fórmula, Ornella também.
Duas casas, um caminho e uma pitada de solidão.
Até hoje os dois não voltaram a morar juntos e o vai e vem continua...

terça-feira, janeiro 11, 2011

Leilão pra gente grande em Bordeaux


Um grande leilão vai agitar Bordeaux no final deste mes. Lotes especiais de Châteaux Montrose, Mouton Rothschild, Clerc Milon, vários Sauternes e Médocs, serão colocados na brincadeira do quem dá mais no dia 27 de Janeiro.
Quer (e pode) brincar?
Anote aí o endereço: 136, quai des Chartrons, Bordeaux.
São dois horários: 10 da manhã e 14 horas.

segunda-feira, janeiro 10, 2011

Depois de Mario Geisse e Lídio Carraro, agora é a Miolo que adere ao TPC


Fiquei conhecendo a técnica numa degustação em Campinas, com espumantes da Cave Geisse. Depois, na Expovinhoff do ano passado, o Juliano Carraro mostrou como funcionava o TPC em sua palestra e encantou alguns produtores europeus presentes.
Agora recebi da Miolo, a informação de que passarão a utilizar a mesma técnica para combater pragas, sem uso de agrotíxicos.
A Miolo Wine Group iniciou nesta safra o uso do TPC (Thermal Pest Control ou Controle Térmico de Pragas), processo de imunização de culturas agrícolas à base do ar quente. O tratamento por calor, usado largamente em vinícolas chilenas e em outras culturas agrícolas, será aplicado nos vinhedos da Vinícola Miolo (Vale dos Vinhedos-RS), da Vinícola Almadén (Livramento-RS), do Seival Estate (Campanha-RS) e da Vinícola Ouro Verde (Vale do São Francisco-BA).

Além de ser mais eficiente, a nova técnica dispensa em grande parte o uso de produtos sintéticos. A cada cinco dias, a partir do período de floração até a colheita, a máquina passará por entre as fileiras dos vinhedos aplicando ventos de 120km/h com temperatura de até 130ºC. “O calor desnatura as pragas e fungos e o vento ainda ajuda a retirar resíduos da floração que geralmente são o substrato para a germinação dos fungos da podridão do fruto”, explica o engenheiro agrônomo Ciro Pavan. Como complemento, serão feitas aplicações de defensivos à base de cobre e enxofre (fungicidas aceitos na agricultura orgânica) a cada 15 dias, intervalo de tempo maior ao usado no sistema de controle parasitário convencional.

“O tratamento com uso de calor não gera prejuízo nenhum às uvas e ao vinhedo. A brotação fica mais rústica, a planta mais robusta e com coloração mais esverdeada. Temos como resultados frutos maduros e sadios”, explica Ciro. Inicialmente, a MWG usará a técnica em parte dos vinhedos dos quatro projetos. Para implementar a técnica, os funcionários receberam treinamento. As máquinas foram adaptadas para cada um dos vinhedos. Os equipamentos são da empresa Lazo TPC, de Bento Gonçalves (RS).


Murua Gran Reserva 2000 - Rioja - Espanha








Vinho elaborado com 85% Tempranillo, 10% Graciano e 5% Mazuelo.
No nariz notas de compota de frutas vermelhas, chocolate, baunilha e café.
O vinho tem 13,5% de álcool, mas o equilíbrio não deixa nenhuma aresta.
É macio e elegante.
Passou 26 meses em barricas francesas e americanas e mais 36 meses em garrafa, conforme a legislação dos Gran Reserva da Rioja.
O final é longo e traz de brinde notas de amora.
Um Rioja característico.
Importado pela Porto Mediterrâneo www.portomediterraneo.com.br

domingo, janeiro 09, 2011

Meu Espumante de 2011 foi o 130 Brut da Casa Valduga!


Esse espumante é daqueles que você abre para um estrangeiro quando quer deixar ele de queixo caído. Basta ele entender de vinhos e não conhecer o potencial brasileiro para você surpreender o amigo completamente. Já fiz isso várias vezes com este e outros espumantes brasileiros.
É elaborado com Chardonnay e Pinot Noir pelo método tradicional (champenoise) de segunda fermentação na garrafa.
Tem perlage fina e persistente.
No nariz brioche e frutas cítricas.
Na boca tem boa cremosidade, frescor e um final maravilhoso.
Para quem ainda tem complexo de vira-lata, esse espumante ganhou medalha de ouro no concurso Effervescents du Monde 2009, na frente de várias Champagnes:
http://www.effervescents-du-monde.com/pict/pdf/posters/2009_PosterResultats_fr.pdf

Vinha Grande - Douro 2022 - Casa Ferreirinh

Cereja, bergamota, violeta...  na boca tem corpo médio, taninos macios, sensação de frescor, sabor repetindo o nariz, mas com um toque de e...