quinta-feira, dezembro 09, 2010
quarta-feira, dezembro 08, 2010
O Vinho e a Pintura - Cigar and Wine - Casanovas Sorolla
Mais uma surpresa de Casanova Sorolla. Dessa vez, desenhou com cinzas de um charuto e deu cores com vinho. Maravilhoso!
Alta Vista é mais uma bodega francesa em Mendoza

terça-feira, dezembro 07, 2010
A Itália é o país que mais produz vinho no mundo. Alitalia não transporta vinhos!

TUTTO MENO ALITALIA!
Por AGUINALDO ZÁCKIA ALBERT
Como filiado que sou da FIJEV – Fédération Internationale des Journalistes et Écrivains du Vin et Spiritueux, fui convidado a fazer um tour pelas regiões vinícolas da Toscana, juntamente com jornalistas de vários países.
Organizado pela REGIONE TOSCANA, tivemos oportunidade de visitar alguns dos melhores produtores de Montepulciano, Montalcino, Morelino di Scansano e Maremma, onde fomos recebidos de forma calorosa por seus vinhateiros e provamos grandes vinhos. Uma viagem a ser guardada com carinho na memória.
O roteiro terminou num domingo de manhã, em Suvereto, de onde partimos para Firenze. Cheguei por volta das 11:00 e, como meu voo era noturno, peguei um táxi e rumei para Firenze per fare una passegiatta e rever ao menos a cópia da estátua de David, de Michelangelo, na Piazza della Signoria, defronte ao Pallazzo Vechio (os funcionários dos museus estavam em greve).
Uma boa pasta acompanhada de um bicchieri di vino e estava almoçado. Enquanto tomava um café, pude ouvir uma excelente contralto russa que cantava na praça algumas das melhores passagens da ópera italiana.
Estava profundamente feliz e agradecido por poder estar vivo e estar ali, desfrutando de toda aquela beleza, depois de fazer um belo roteiro de vinhos. Sem dúvida um grande privilégio. Poderia haver alguém lá em cima – por que não? – e esse alguém podia até mesmo se interessar por mim. Muita gente acredita nisso.
Depois dessa tarde maravilhosa, peguei um táxi e rumei para o aeroporto de Firenze, onde pegaria um voo para Roma e, depois, para São Paulo. Começaram aí os meus problemas e a Divina Comédia quando tive que me confrontar com uma empresa aérea chamada Alitalia. Fazendo o caminho inverso do grande Dante, saí do Céu e fui lançado ao Inferno, sem passar pelo Purgatório.
Comedido como sou, levei comigo apenas três singelas garrafas de bons vinhos, um Schidione e um Brunello de Montalcino, que comprei, e mais um Brunello, que ganhei. Levava também comigo duas pequenas garrafas e uma latinha do delicioso azeite da região recém elaborado que ganhara de alguns produtores. Lembro que a lei brasileira permite que entremos no Brasil com até 12 litros!
Como sempre faço (e faço isso inúmeras vezes ao ano, em viagens à Europa, e mesmo à Itália) embalei os vasilhames bem protegidos em uma caixa de 6 garrafas de papelão de vinho, que tive o cuidado de embalar em plástico (mais 10,00 Euros pro beleléu). Como não se pode levar líquido como bagagem de mão, tentei embarcar a caixa juntamente com minha pequena valise. Tinha comigo apenas mais uma mala.
E não é que fui impedido de embarcar com os azeites e os vinhos! O pessoal da ALITALIA se mostrou absolutamente intransigente, mesmo depois de ter me identificado como jornalista de vinhos e ter inclusive mostrado minha carteira profissional e o convite da REGIONE TOSCANA. Falei com várias pessoas e discuti asperamente – em bom italiano, depois em inglês – diante do absurdo de tal situação, mas nada consegui, nem mesmo me propondo a comprar outra mala ou embarcar os vinhos na mala que já tinha! Foi-me dito que a Alitalia tem há 5 anos uma norma que proíbe o transporte de líquidos na carga de seus aviões para que, caso as garrafas se quebrem (o que seguramente não iria acontecer) não molhem a bagagem alheia.
O mais estranho é que a empresa não avisa seus passageiros de tal fato. Mais estranho ainda é que anteriormente já havia trazido vinho pela mesma companhia. O que afinal aconteceu? Será que a empresa foi comprada pelas ORGANIZAÇÕES TABAJARA para ter uma norma tão estúpida?!
Peguei a caixa de vinhos e a abandonei no centro do salão do aeroporto e embarquei apenas com minha valise. Algum cão bem treinado deve ter cheirado bem a caixa (um cão degustador, quem sabe?) e depois algum robô deve ter desarmado a perigosa bomba...
A empresa ALITALIA, bastante conhecida por seus maus serviços aéreos, pôde mostrar nesse episódio a sua pior face. Numa decisão absurda, impediu que fosse mostrado no exterior amostras dos dois mais conceituados produtos italianos no mundo, o azeite de oliva e o vinho, mesmo sabendo que se tratavam de amostras a serem provadas em degustações por profissionais reconhecidos. Como entender tanta estupidez e burrice na terra de Michelangelo e Da Vinci?
Dessa forma, caros confrades e amigos do vinho, caso queiram trazer alguma coisa líquida da Itália (vinho, azeite etc.), não utilizem a ALITALIA. Você está arriscado a perder seus vinhos, ter prejuízo e ainda ser brindado com uma poltrona central na última fileira do avião, como aconteceu comigo. Comboios de africanos pelo Mediterrâneo, caravanas de ciganos pela rota do leste europeu ou barcos lotados de albaneses no Mar Adriático. Tudo isso, meus caros, É MELHOR E MAIS AGRADÁVEL DO QUE VIAJAR PELA ALITALIA.
TUTTO MENO ALITALIA!!!
A Itália e suas DOCGs, DOCs e IGTs - Sardegna

DOCs
Alghero
Arborea
Campidano di Terralba
Cannonau di Sardegna (Capo Ferrato, Jerzu, Oliena or Nepente di Oliena)
Carignano del Sulcis
Girò di Cagliari
Malvasia di Bosa
Malvasia di Cagliari
Mandrolisai
Monica di Cagliari
Monica di Sardegna
Moscato di Cagliari
Moscato di Sardegna (Gallura, Tempio Pausania)
Moscato di Sorso Sennori
Nasco di Cagliari
Nuragus di Cagliari
Sardegna Semidano (Mogoro)
Vermentino di Sardegna
Vernaccia di Oristano
IGTs
Barbagia
Camarro
Colli del Limbara
Isola dei Nuraghi
Marmilla
Nurra
Ogliastra
Parteolla
Planargia
Nuoro (ou Provincia di Nuoro)
Romangia
Sibiola
Tharros
Trexenta
Valle del Tirso
Valli di Porto Pino
segunda-feira, dezembro 06, 2010
Pulenta Estate é visita obrigatória em Mendoza
Fica em Alto Agrelo, sempre pela Ruta 40, a 45 minutos de Mendoza (não foi o nosso caso, pois havia uma greve dos antigos funcionários da YPF petróleo). Degustamos os vinhos ao ar livre, com este reflexo dos andes no vidro de entrada da bodega.
domingo, dezembro 05, 2010
Atamisque é a surpresa francesa de Mendoza
Começamos como Serbal Chardonnay.
Um Chardonnay com estilo velho mundo. Não é pra menos, os donos da Atamisque são franceses e pelo jeito, adoram a Borgonha.
No nariz maçã, pera e frutas cítricas.
Na boca uma surpresa agradável para um vinho que não passou por barrica. Um ótimo equilíbrio, acidez impressionante. Um Chardonnay!
Para confundir mais ainda, Laura veio com o Catalpa Pinot Noir 2008.
40% do vinho descansou por um ano em barricas francesas.
No passeio pela sala de barricas vi que utilizam bastante a Taransaud, justamente a preferida do pessoal lá da Borgonha.
A cor dava um aviso breve: Sou um Pinot Noir!
No nariz geleia de framboesa, groselha e um sinal sútil de que a boa barrica estava lá.
Na boca a acidez típica da Pinot Noir.
Aí Laura explicou que os vinhedos estava a 1300 metros de altitude, tinham uma amplitude térmica muito grande.
Elegante, equilibrado e aveludado.
Um Pinot Noir para quem quer comprar um Pinot Noir.
Digo isso, pois existem bons vinhos elaborados com a Pinot Noir, mas que fogem das características da uva. Então, vamos às prateleiras esperamos uma coisa e encontramos outra. Nesse caso não. Típico e bom!
Claro que teríamos que terminar com o Malbec.
O Atamisque Malbec 2007 ficou 14 meses em barricas francesas novas eos vinhedos são velhos, cerca de 80 anos.
Com essa introdução partimos para o ataque.
Melhor dizer que partimos para a defesa, já que o ataque do vinho foi impressionante.
No nariz violeta, figo, amora, café, tabaco e chocolate.
Um super vinho!
Voltava ao novo mundo quando coloquei o vinho na boca e percebi a elegância francesa atacando mais uma vez.
Elegante, equilibrado e grande.
Vinho para envelhecer com classe. Final longo.
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