quarta-feira, dezembro 08, 2010

O Vinho e a Pintura - Cigar and Wine - Casanovas Sorolla


Mais uma surpresa de Casanova Sorolla. Dessa vez, desenhou com cinzas de um charuto e deu cores com vinho. Maravilhoso!

Alta Vista é mais uma bodega francesa em Mendoza

Fomos recebidos pelo enólogo e gerente técnico da vinícola Mathieu Grassin, em mais um dia ensolarado em Lujan de Cuyo.
Mais um lugar maravilhoso com chinchilas correndo pelo quintal da sede da vinícola.
Mathieu nos mostrou a sala de barricas, os tanques de aço inoxidável e em bom espanhol, com bom acento frances, disse que a primeira colheita foi em 1998 e já em 2006 o Grande Reserve Terroir Selection 2003 entrou na lista dos top 100 da Wine Spectator. Em 2007, o Alto 2004 recebeu 93 pontos da Wine Advocate de Robert Parker.
Trabalham em 5 terroirs diferentes, com 8 variedades e altitudes acima dos 1000 metros.
Na prova (nesta sala de degustação bem desenhada, que está na foto) sugeria, mas nós escolhíamos (Daniel Perches e Eu), o que demonstra que não há nada a esconder. Diferente até de alguns produtores brasileiros que criam falsos ícones, levam à feiras e não abrem as garrafas.

Começamos com o AltaVista Premium Torrontes 2010.
No nariz flores, maracujá e notas minerais.
Na boca a acidez é maravilhosa, provoca salivação. Mathieu disse que colhem em 3 fazes para obter essa acidez. Fazem um corte com uvas quase maduras, uvas maduras e uvas na maturação ideal.
Tem um bom final.

O Chardonnay 2009 tem um belo bouquet.
Pera, baunilha e manteiga.
30% do vinho passou por barrica.
Na boca outro bom trabalho com a acidez e quando informou o preço no Brasil ficamos impressionados. 35 reais. Vale cada centavo!

O rosé de Malbec 2010 com maceração carbônica de 10dias é perfeito para o calor. Comprovamos isso lá mesmo.
Nariz com notas de cereja, morango, banana e pétalas de rosas.
Fomos para o Malbec 2008.
Violeta, amora, cereja madura e especiarias saltam fácil da taça.
Na boca é aveludado, bem integrado com a madeira, elegante, macio e notas de baunilha no final.

O Alta Vista Atemporal 2008 é um blend de um só terroir e 4 variedades.
As uvas são colhidas um pouco antes, buscando notas mais vegetais.
Malbec, Cabernet Sauvignon, Syrah e Petit Verdot.
No nariz boas notas de especiarias, violeta e alecrim.
Na boca os taninos são mais duros.
final longo.

Terminamos com o Malbec Terroir Selección 2007. É uma seleção dos melhores Terroirs. Um vinhos muito bem pontuado pelos críticos internacionais.
No nariz cereja, violeta, baunilha, caramelo e chocolate.
Na boca mostra potencial para envelhecer muitos anos, mostra maciez e equilíbrio.
final longo.

terça-feira, dezembro 07, 2010

A Itália é o país que mais produz vinho no mundo. Alitalia não transporta vinhos!


Parece brincadeira que o maior produtor de vinhos do mundo não deixe que o turista, na companhia aérea que tem sua bandeira e tem o próprio nome do país, levar como cartão de visitas o vinho ou o azeite para o país de origem.
Só como informação, um amigo veio essa semana de Portugal, pela TAP, e a moça perguntou no check in: O que tem nessa caixa? Vinhos, respondeu ele. A moça com toda simpatia do mundo disse: quer embarcar como bagagem especial para que nã quebre?
Pois é, um outro amigo, uma das maiores autoridades do mundo do vinho brasileiro, precisou largar seus vinhos no aeroporto italiano. Uma vergonha, um desrespeito incrível.
As companhias aéreas cada dia tiram mais coisas dos passageiros. Espaço, talheres, comida, etc...
vejam o e-mail que recebi do Aguinaldo Záckia Albert e morram de raiva.
Estou tentando contato com a Alitalia para ouvir uma explicação deles. Assim que tiver, se tiver , publico.


AVISO IMPORTANTE AOS AMANTES DO VINHO
TUTTO MENO ALITALIA!
Por AGUINALDO ZÁCKIA ALBERT
Como filiado que sou da FIJEV – Fédération Internationale des Journalistes et Écrivains du Vin et Spiritueux, fui convidado a fazer um tour pelas regiões vinícolas da Toscana, juntamente com jornalistas de vários países.
Organizado pela REGIONE TOSCANA, tivemos oportunidade de visitar alguns dos melhores produtores de Montepulciano, Montalcino, Morelino di Scansano e Maremma, onde fomos recebidos de forma calorosa por seus vinhateiros e provamos grandes vinhos. Uma viagem a ser guardada com carinho na memória.
O roteiro terminou num domingo de manhã, em Suvereto, de onde partimos para Firenze. Cheguei por volta das 11:00 e, como meu voo era noturno, peguei um táxi e rumei para Firenze per fare una passegiatta e rever ao menos a cópia da estátua de David, de Michelangelo, na Piazza della Signoria, defronte ao Pallazzo Vechio (os funcionários dos museus estavam em greve).
Uma boa pasta acompanhada de um bicchieri di vino e estava almoçado. Enquanto tomava um café, pude ouvir uma excelente contralto russa que cantava na praça algumas das melhores passagens da ópera italiana.
Estava profundamente feliz e agradecido por poder estar vivo e estar ali, desfrutando de toda aquela beleza, depois de fazer um belo roteiro de vinhos. Sem dúvida um grande privilégio. Poderia haver alguém lá em cima – por que não? – e esse alguém podia até mesmo se interessar por mim. Muita gente acredita nisso.

Depois dessa tarde maravilhosa, peguei um táxi e rumei para o aeroporto de Firenze, onde pegaria um voo para Roma e, depois, para São Paulo. Começaram aí os meus problemas e a Divina Comédia quando tive que me confrontar com uma empresa aérea chamada Alitalia. Fazendo o caminho inverso do grande Dante, saí do Céu e fui lançado ao Inferno, sem passar pelo Purgatório.
Comedido como sou, levei comigo apenas três singelas garrafas de bons vinhos, um Schidione e um Brunello de Montalcino, que comprei, e mais um Brunello, que ganhei. Levava também comigo duas pequenas garrafas e uma latinha do delicioso azeite da região recém elaborado que ganhara de alguns produtores. Lembro que a lei brasileira permite que entremos no Brasil com até 12 litros!
Como sempre faço (e faço isso inúmeras vezes ao ano, em viagens à Europa, e mesmo à Itália) embalei os vasilhames bem protegidos em uma caixa de 6 garrafas de papelão de vinho, que tive o cuidado de embalar em plástico (mais 10,00 Euros pro beleléu). Como não se pode levar líquido como bagagem de mão, tentei embarcar a caixa juntamente com minha pequena valise. Tinha comigo apenas mais uma mala.
E não é que fui impedido de embarcar com os azeites e os vinhos! O pessoal da ALITALIA se mostrou absolutamente intransigente, mesmo depois de ter me identificado como jornalista de vinhos e ter inclusive mostrado minha carteira profissional e o convite da REGIONE TOSCANA. Falei com várias pessoas e discuti asperamente – em bom italiano, depois em inglês – diante do absurdo de tal situação, mas nada consegui, nem mesmo me propondo a comprar outra mala ou embarcar os vinhos na mala que já tinha! Foi-me dito que a Alitalia tem há 5 anos uma norma que proíbe o transporte de líquidos na carga de seus aviões para que, caso as garrafas se quebrem (o que seguramente não iria acontecer) não molhem a bagagem alheia.
O mais estranho é que a empresa não avisa seus passageiros de tal fato. Mais estranho ainda é que anteriormente já havia trazido vinho pela mesma companhia. O que afinal aconteceu? Será que a empresa foi comprada pelas ORGANIZAÇÕES TABAJARA para ter uma norma tão estúpida?!
Peguei a caixa de vinhos e a abandonei no centro do salão do aeroporto e embarquei apenas com minha valise. Algum cão bem treinado deve ter cheirado bem a caixa (um cão degustador, quem sabe?) e depois algum robô deve ter desarmado a perigosa bomba...
A empresa ALITALIA, bastante conhecida por seus maus serviços aéreos, pôde mostrar nesse episódio a sua pior face. Numa decisão absurda, impediu que fosse mostrado no exterior amostras dos dois mais conceituados produtos italianos no mundo, o azeite de oliva e o vinho, mesmo sabendo que se tratavam de amostras a serem provadas em degustações por profissionais reconhecidos. Como entender tanta estupidez e burrice na terra de Michelangelo e Da Vinci?
Dessa forma, caros confrades e amigos do vinho, caso queiram trazer alguma coisa líquida da Itália (vinho, azeite etc.), não utilizem a ALITALIA. Você está arriscado a perder seus vinhos, ter prejuízo e ainda ser brindado com uma poltrona central na última fileira do avião, como aconteceu comigo. Comboios de africanos pelo Mediterrâneo, caravanas de ciganos pela rota do leste europeu ou barcos lotados de albaneses no Mar Adriático. Tudo isso, meus caros, É MELHOR E MAIS AGRADÁVEL DO QUE VIAJAR PELA ALITALIA.

TUTTO MENO ALITALIA!!!

A Itália e suas DOCGs, DOCs e IGTs - Sardegna


No meio do Mediterrâneo, a Sardegna sofreu influências de vários povos.
As variedades Moscato e Malvasia dividem espaço com as variedades autóctones: Giro, Cannonau, Nuragus, Nasco, Monica, Semidano e Vernaccia di Oristano.
Nos últimos tempos os rendimentos foram reduzidos drásticamente em favor da qualidade. Entre as DOC, os Brancos possuem melhor reputação.
A Vermentino domina a produção de qualidade dos vinhos secos.
É uma variedade com forte presença na Sardegna e na Ligúria e com alguma presença na Toscana.
A Moscato pode estar em vinhos tranquilos ou espumantes, sempre doces.
A Malvasia também pode estar nos vinhos doces, mas tem mais complexidade nos vinhos secos em Bosa ou nas colinas de Planargia, no oeste da ilha.
Outro Branco doce importante é o Semidano.
O vinho mais típico da Sardegna é o Vernaccia di Oristano.
Um vinho de origem desconhecida comparado ao Sherry com uma gama muito rica de aromas e sabores.
A variedade branca Nuragus é também bastante interessante, dizem que foi trazida pelos fenícios. Os vinhos elaborados com ela são brancos secos modernos.
As tintas mais importantes são: Cannonau, da familha da Grenache, Carignano e Monica.
Com a Cannonau, os sardos fazem uma imitação de vinho do Porto.
Só existe uma DOCG (Vermentino di Gallura).

DOCs

Alghero
Arborea
Campidano di Terralba
Cannonau di Sardegna (Capo Ferrato, Jerzu, Oliena or Nepente di Oliena)
Carignano del Sulcis
Girò di Cagliari
Malvasia di Bosa
Malvasia di Cagliari
Mandrolisai
Monica di Cagliari
Monica di Sardegna
Moscato di Cagliari
Moscato di Sardegna (Gallura, Tempio Pausania)
Moscato di Sorso Sennori
Nasco di Cagliari
Nuragus di Cagliari
Sardegna Semidano (Mogoro)
Vermentino di Sardegna
Vernaccia di Oristano

IGTs
Barbagia
Camarro
Colli del Limbara
Isola dei Nuraghi
Marmilla
Nurra
Ogliastra
Parteolla
Planargia
Nuoro (ou Provincia di Nuoro)
Romangia
Sibiola
Tharros
Trexenta
Valle del Tirso
Valli di Porto Pino

segunda-feira, dezembro 06, 2010

Pulenta Estate é visita obrigatória em Mendoza

Com a vista da Cordilheira dos Andes, a Pulenta Estate é mais uma visita obrigatória em Mendoza.
Fica em Alto Agrelo, sempre pela Ruta 40, a 45 minutos de Mendoza (não foi o nosso caso, pois havia uma greve dos antigos funcionários da YPF petróleo). Degustamos os vinhos ao ar livre, com este reflexo dos andes no vidro de entrada da bodega.


Fomos recebidos pela simpática Soledad e pelo enólogo da casa, Javier Lo Forte.

Depois de todas as informações sobre a vinícola, começamos a degustação, como voce pode ver na foto do Daniel, o enólogo Javier Lo Forte e a Soledad Mallar, responsável pelo enoturismo da bodega.

As uvas brancas já estavam se desenvolvendo, e por isso a primeira surpresa foi um Pinot Gris 2009.
No nariz maracujá e notas vegetais e minerais.
Na boca o vinho tem boa acidez, é macio, refrescante e repete as notas de maracujá do nariz.
Entramos nos tintos com um Pinot Noir de Tupungato (1200 metros de altitude). O vinho tem a cor um pouco mais intensa do que a cor característica da variedade.
No nariz cassis, framboesa e morango.
Na boca é bem equilibrado apesar dos 14,6% de álcool, passou de 10 a 12 meses descansando em barricas francesas e isso aparece no vinho.
O Malbec tem cor rubi escuro, no nariz pimenta, frutas vermelhas e flores. Na boca é elegante, tem bom equilíbrio e notas de chocolate no final.
O Merlot 2007, produzido em Alto Agrelo, é um grande vinho.
Cor rubi intensa, no nariz alcaçuz, cassis e tabaco.
Na boca boa fruta, intensidade e final longo.
Ainda fechado, vinho para guardar e aproveitar.

A finca que começou com Antonio Pulenta, com clones trazidos da França e Itália, tem 135 hectares de vinhedos.
Vale a visita!

domingo, dezembro 05, 2010

Atamisque é a surpresa francesa de Mendoza

A Laura Luconi recebeu a gente com simpatia e competência. Mostrou a vinícola, os métodos de elaboração dos vinhos e escolheu 3 amostras para simbolizar o trabalho da Atamisque.
Começamos como Serbal Chardonnay.
Um Chardonnay com estilo velho mundo. Não é pra menos, os donos da Atamisque são franceses e pelo jeito, adoram a Borgonha.
No nariz maçã, pera e frutas cítricas.
Na boca uma surpresa agradável para um vinho que não passou por barrica. Um ótimo equilíbrio, acidez impressionante. Um Chardonnay!

Para confundir mais ainda, Laura veio com o Catalpa Pinot Noir 2008.
40% do vinho descansou por um ano em barricas francesas.
No passeio pela sala de barricas vi que utilizam bastante a Taransaud, justamente a preferida do pessoal lá da Borgonha.
A cor dava um aviso breve: Sou um Pinot Noir!
No nariz geleia de framboesa, groselha e um sinal sútil de que a boa barrica estava lá.
Na boca a acidez típica da Pinot Noir.
Aí Laura explicou que os vinhedos estava a 1300 metros de altitude, tinham uma amplitude térmica muito grande.
Elegante, equilibrado e aveludado.
Um Pinot Noir para quem quer comprar um Pinot Noir.
Digo isso, pois existem bons vinhos elaborados com a Pinot Noir, mas que fogem das características da uva. Então, vamos às prateleiras esperamos uma coisa e encontramos outra. Nesse caso não. Típico e bom!

Claro que teríamos que terminar com o Malbec.
O Atamisque Malbec 2007 ficou 14 meses em barricas francesas novas eos vinhedos são velhos, cerca de 80 anos.
Com essa introdução partimos para o ataque.
Melhor dizer que partimos para a defesa, já que o ataque do vinho foi impressionante.
No nariz violeta, figo, amora, café, tabaco e chocolate.
Um super vinho!
Voltava ao novo mundo quando coloquei o vinho na boca e percebi a elegância francesa atacando mais uma vez.
Elegante, equilibrado e grande.
Vinho para envelhecer com classe. Final longo.

Não bastasse os vinhos demos de cara com as paisagens da Cordilheira dos Andes.

A vinícola fica num lugar privilegiado. As montanhas, os vinhedos e o silêncio de um lugar sem nada por perto.

Não era preciso encontrar ângulos, esconder coisas, mostrar outras, era apontara câmera e clicar.


O vulcão Tupungato tomava conta de tudo. As arvores em volta deram nomes aos vinhos e principalmente à vinícola. Atamisque é uma arvore, um tipo de arbusto, com pequenas flores amarelas.

Não bastasse o capricho da natureza, tinha também o capricho da vinícola. O telhado de pedras lembra o passado, mas era novinho em folha.

Quem for à Mendoza deve visitar a Atamisque!
Viajamos com o apoio da Mendoza Holidays http://www.mendozaholidays.com/

Vinha Grande - Douro 2022 - Casa Ferreirinh

Cereja, bergamota, violeta...  na boca tem corpo médio, taninos macios, sensação de frescor, sabor repetindo o nariz, mas com um toque de e...