quinta-feira, dezembro 02, 2010

As Regiões Italianas e suas DOCs DOCgs e IGTs - Piemonte


A grande maioria dos vinhos do Piemonte é elaborada com variedades locais. Ao lado da grande Nebbiolo, fonte do Barolo e do Barbaresco, do Gattinara e do Ghemme, todos DOCG, a Barbera é a mais popular entre os vinhos tintos, seguida da Dolcetto, que é conhecida por ser mais redonda e aveludada. A Brachetto é responsável por um tinto espumante que tem status de DOCG, assim como o Brachetto d'Acqui.
A Freisa e a Grignolo comandam a lista das outras variedades tintas da região.
Os Brancos, em termos de DOCs, representam quase um terço da produção.
Começando pela DOCG Asti, com seus espumantes e também o Moscato d'Asti.
Com uma produção anual de cerca de 60 milhões de litros, Asti se coloca em segundo lugar, atrás do Chianti em termos de volume entre os vinhos classificados (DOC ou DOCG). Outra estrela bem estabelecida é a DOCG Gavi, Brancos secos elaborados com a variedade local Cortese.
O Piemonte é a região mais ocidental da Itália, com fronteiras com a França e a Suíça, rodeada pelos alpes e pelos Apeninos, o que explica a origem do nome (aos pés do monte).
Mesmo classificado em sétimo lugar na Itália, em termos de produção, os vinhos do Piemonte são considerados os grandes vinhos da Itália ao lado dos Brunelos e Amarones.
É a região com o maior número de DOCGs (denominação de origem controlada e garantida) e DOCs (Denominação de origem controlada) e não existe nenhuma IGT (indicação geográfica típica).
O clima é duro com estações do ano bem marcadas. Inverno frio, muita neve.
Verão quente e seco.
Primavera e Outono temperados.
O ponto central da produção dos grandes vinhos é a cidade de Alba, ao lado do rio Tanaro.
Nas colinas de Langhe, são produzidos 6 milhões de garrafas por ano do famoso Barolo, conhecido como o Rei dos Vinhos, o Vinho dos Reis.
O Barbaresco, que muitos consideram do mesmo nível do Barolo, chega raramente a 2 milhões e meio de garrafas por ano.
Os dois são elaborados com a Nebbiolo, que dá estrutura potente, potencial de envelhecimento impressionante. As safras de 2000, 1999, 1998, 1997, 1996, 1990, 1989, 1985 e 1982, foram especiais.
A região de Alba é também bastante conhecida pelo Dolcetto, uma das melhores companhias para uma boa pizza.
Os vinhos brancos Arneis são produzidos nas colinas de Roero.
Os Barbera, cresceram tanto em reputação que saiu do patamar de vinho corrente na região para as melhores mesas da Itália.
Alguns chegam a ser comparados com os melhores Nebbiolos.
Outros vinhos bastante apreciados são os tintos de Grignolo, o Freisa e o Brachetto d'Acqui, um tipo de espumante leve e frutado.
Zonas das colinas do norte produzem ótimos nebbiolos com estilo mais moderno, como Carema, Lessona, Sizzano, Fara e Gattinara.
O Piemonte é também o maior produtor de vinhos espumantes da Itália. Em primeiro lugar está Asti, com os espumantes doces mais famosos do mundo.
Também os espumantes secos elaborados com Chardonnay e Pinot Noir, conseguem uma boa qualidade no Piemonte.
Entre os brancos tranquilos, o Gavi tem o estilo mais elegante e vai muito bem acompanhando pratos de frutos do mar, por isso, foi recentemente promovido para DOCG.
A DOC regional Piemonte é usada para os vinhos adocicados de Chardonnay, Pinots e outras variedades.
O Piemonte tem a maior densidade de Denominações de Origem da Itália.
São 7 DOCGs e 43 DOCs.

DOCGs
Asti
Barbaresco
Barolo
Brachetto d’Acqui
Gattinara
Gavi (ou Cortese di Gavi)
Ghemme

DOCs
Albugnano
Barbera d’Alba
Barbera d’Asti
Barbera del Monferrato
Boca
Bramaterra
Canavese
Carema
Colli Tortonesi
Colline Novaresi
Colline Saluzzesi
Colline Torinesi
Cortese dell’Alto Monferrato
Coste della Sesia
Dolcetto d’Acqui
Dolcetto d’Alba
Dolcetto d’Asti
Dolcetto delle Langhe Monregalesi
Dolcetto di Diano d’Alba or Diano d’Alba
Dolcetto di Dogliani
Dolcetto di Ovada
Erbaluce di Caluso
Fara
Freisa d’Asti
Freisa di Chieri
Gabiano
Grignolino d’Asti
Grignolino del Monferrato Casalese
Langhe
Lessona
Loazzolo
Malvasia di Casorzo d’Asti
Malvasia di Castelnuovo Don Bosco
Monferrato (Casalese)
Nebbiolo d’Alba
Piemonte
Pinerolese
Roero
Rubino di Cantavenna
Ruchè di Castagnole Monferrato
Sizzano
Valsusa
Verduno Pelaverga or Verduno

quarta-feira, dezembro 01, 2010

Ótima Safra na Provence!

Os Rosés de Provence, safra 2010, estão maravilhosos.
O clima foi complicado, com mais chuva que o normal, frio na primavera e amadurecimento lento.
As colheitas foram em geral 10 a 15 dias mais tarde que no ano passado, mas em condições excelentes.
Os Rosés estão equilibrados, com um potencial aromático surpreendente e com bom corpo, verdadeiros Rosés de Provence de qualidade.
Além disso os vinhos estão aveludados e com ótima acidez. Nos Tintos e Brancos sobra frescor e aromas.
Enfim uma ótima safra!

O Vinho e a Pintura - Stewart Kenneth Moore (Booda) - 6


The Star House é um trabalho fresquinho do Stewart Kenneth Moore (Booda). Um vinho sobre papel de 17 de Novembro.

Mendoza, O.Fournier, Almoço Harmonizado.

Seguindo nossa visita por Mendoza, visitamos a Bodega O.Fournier.
A Maria Eugênia Lombardi nos ofereceu um almoço harmonizado muito interessante.
Granizado de Remolacha (tipo de uma raspadinha de beterraba) (foto acima), Apio con Huevo de Codorniz Ahumado (Aipo com ovos de codorna defumados), Sopa Fria de Almendras (amêndoas) (foto abaixo), Confit de Conejo con Papas Crujientes y Pimientos Asados (coelho, batatas e pimentão), Sorbet de Torrontés y Helado de Menta con aire de Chocolate. Vamos aos vinhos:
O Sauvignon Blanc 2010 Urban Uco, é engarrafado com a tampa de screw caps. Tem cor bem clara, notas de pêssego, abricó e maracujá. É bem interessante na boca. Boa acidez, macio e equilibrado.
É um vinho ligeiro, sem grandes pretensões, mas é bom.
Cumpre bem o papel.
Passou 3 meses em barrica. O Final é médio.

O Bcrux 2006, é um corte de tempranillo 60% e malbec 40%. Descansou em barricas por 12 meses (80% Francês e 20% americano). Tem cor intensa. No nariz amora, mirtilo, chocolate, tostado e especiarias.
Na boca mostra boa acidez, elegância e equilíbrio.
É um vinho encorpado, com bom final de boca.

Já o Alfa Crux 2003 passou 20 meses em barricas francesas (80%) e americana (20%). Também é um corte de Malbec e Tempranillo,mas é mais intenso. Começando pela cor bem concentrada. Frutas negras, especiarias e tabaco dão o tom. Na boca tem boa acidez e elegância.
O vinho ainda deve evoluir bastante. Está jovem!
O final é longo.

Viajamos convidados pela Mendoza Holidays www.mendozaholidays.com
Voamos LAN e ficamos no Hyatt e no Intercontinental.
Os vinhos O.Fournier são importados pela Vinci
www.vincivinhos.com.br

terça-feira, novembro 30, 2010

Vinhos Salentein, Mendoza,


A viagem por Mendoza terminou mas agora começa o trabalho de edição dos vídeos que fizemos (Daniel e eu).
Antes que o primeiro fique pronto, conto como foram as degustações preparadas para nos.
A Mendoza Holidays organizou toda a viagem com todas as marcações nas bodegas que escolhemos www.mendozaholidays.com
Voamos LAN e ficamos hospedados no Hyatt.
Na visita que fizemos a Salentein, o simpático e competente Fernando Villanueva, preparou uma degustação especial, na sala mais importante da vinícola. O complexo turístico da Salentein, talvez seja o mais completo da Região de Mendoza. Uma pousada maravilhosa, restaurantes, visitas guiadas com degustação e um museu com obras importantíssimas, o museu mais importante do país fora da capital Buenos Aires. Diria que a visita é imperdível! A degustação começou com o Chardonnay 2010. Vinho com 14% de álcool, mas um equilíbrio capaz de esconder qualquer excesso. Um Chardonnay bem típico. Notas de abacaxi, pêssego e tuti fruti. Na boca o vinho é refrescante,tem boa acidez deixa a boca limpa.

Já o reserve Pinot Noir 2007, perde no quesito tipicidade. Embora tenha notas de morango, framboesa , que são típicos da variedade, o vinho mostra teor alcoólico 14,5% e firmeza que fogem das características da Pinot Noir. Não é um mal vinho, nem chega perto disso. É bom para quem acha a Pinot muito delicada. Pode gostar bastante desse vinho. Passou 8 meses em barricas de carvalho francês.

Passamos para o Salentein reserve Malbec 2009. Cor rubi profundo. 14,5% de álcool, bem integrado, bem equilibrado. No nariz amora, mirtilo, cereja, violeta e chocolate. Na boca é macio e aveludado. Final longo.

O quarto vinho foi o Salentein Reserve Cabernet Sauvignon 2008. No nariz pimentão verde, amora e mineral. Na boca constatei uma característica da vinícola: faz vinhos macios, sem arestas. Corpo médio e boa persistência.
Subimos um bom degrau no quinto vinho. O Numina 2007, é elaborado com 80% Malbec e 20% Merlot. No nariz alecrim, voioleta, cereja, canela, pimenta e couro. Na boca outra vez a maciez característica, acidez muito boa e bom corpo. O final é longo.

Continuamos subindo a ladeira com o Primus Malbec 2006. Um vinho bom para guarda e macio e elegante desde já. Passou 19 meses em barricas francesas. No nariz baunilha, chocolate, cereja e trufas. Na boca elegância e um final longo.

Terminamos com o Primus Merlot 2004. Assim como o vinho anterior, passou 19 meses em barricas francesas. No nariz frutas vermelhas, alcaçuz e couro. Na boca mostra taninos com potencial de envelhecimento, mas já é um vinho muito bom. O final é longo.
Os vinhos da Salentein são importados pela Zahil
www.vinhoszahil.com.br

Os melhores Malbecs foram escolhidos dia 26 de Novembro


Só 3 vinhos receberam a Grande Medalha de Ouro no concurso dos melhores Malbecs.
O Trapiche Malbec Single Vineyard Villafañe 2008, o Vinorum Premium 2005 e o Fartrade Malbec 2009.
O Puro Sangre, do Domaine St. Diego, que só é vendido na própria vinícola pelo grande Angel Mendoza, recebeu a medalha de Ouro junto com outros 31 vinhos.
Destaco que só um destes vinhos está disponível no Brasil, o Trapiche, importado pela Interfood.
www.interfood.com.br
Veja a lista completa:
http://www.winesur.com/top-news/the-best-malbec-for-world-consumers

As Regiões e suas DOCs DOCgs e IGTs



Vinha Grande - Douro 2022 - Casa Ferreirinh

Cereja, bergamota, violeta...  na boca tem corpo médio, taninos macios, sensação de frescor, sabor repetindo o nariz, mas com um toque de e...