sexta-feira, novembro 26, 2010

Mendoza, dia 4

Oquarto dia terminnou com uma degustação aovivo pelo site http://www.winebar.com.br/ nas bodegas Zuccardi. Daniel Perches, eu, o enólogo Juan Manuel e no final o próprio Alberto Zuccardi reunidos com blogueiros brasileiros via twitter. Uma bela degustação e um ótimo papo.
Neste dia 24 a presidente Cristina Kirchner decretou: O vinho é a bebida nacional da Argentina.

Na Andeluna o enoturismo é um show...
Vinhos de alta qualidade nas Bodegas Pulenta...

Nos vinhedos das Bodegas Pulenta, o Chardonnay já está surgindo...

O vulcão Tupungato domina a paisagem.

quinta-feira, novembro 25, 2010

Eu e o Cheval Blanc dos Andes - Cheval des Andes y otras cositas más...


Mais um dia de atrasos provocados pela greve dos funcionários da Ypf /Repsol, que vejam só, estão com os salários atrasados. Será que as petrolíferas estão passando por dificuldades???
Bem a organização impecável da Mendoza Holidays (http://www.mendozaholidays.com/) ligou para as bodegas, acertou os horários e fomos recebidos como se estivéssemos dentro do horário.
Só pra começar nada mais, nada menos que Catena Zapata.
Uma volta pela bodega e uma degustação fantástica.
Saímos para a Alta Vista e Daniel (Perches) e eu, ficamos impressionados com o Chardonnay de incrível custo qualidade que o enólogo francês Matthieu Grassin nos serviu.
Um Chardonnay típico francês, com acidez correta, nariz frutado, com notas de pêssego e frutas cítricas. Na boca acidez perfeita, frescor incrível e preço maravilhoso.
Matthieu disse que o vinho custa no Brasil 35 reais. Vale conferir.
O almoço foi na Bodega Ruca Malén.
Um restaurante no meio dos vinhedos com uma comida maravilhosa e tudo harmonizado com os vinhos da casa.
O final não podia ser melhor!
Terminamos o dia com uma degustação inesquecível na bodega Terrazas de los Andes que terminou com o Cheval des Andes. O Cheval Blanc dos Andes.
O vinho é uma parceria do Grupo LVMH e o grande Cheval Blanc.
Claro que não colocariam o nome em qualquer vinho, claro que o vinho é maravilhoso.
Provamos o 2006.
Malbec, Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc e Petit Verdot.
O vinho passou 18 meses em barricas francesas.
Um vinho de cor intensa, nariz que já impressiona apesar de ser tão jovem. A expectativa de guarda dos produtores é de 20 anos.
Frutas vermelhas, chocolate, tabaco e o resto com certeza vem com o tempo.
Na boca é realmente um Cheval. Elegância idêntica de alguns grandes vinhos de Bordeaux.
Enche a boca sem sobrar nada. Tudo no lugar.
Já valeu a pena!
Enfim, Chardonnay Alta Vista Premiu, 35 reais.
Cheval des Andes, 370 reais.
Provar o vinho direto da fonte, não tem preço!!!

quarta-feira, novembro 24, 2010

Mais fotos de Mendoza - Dia 2





Na Estrada - Mendoza - Dia 2

O dia em Mendoza amanheceu com esse céu, essa lua e uma greve na estrada que atrasaria todos os nossos compromissos, mas cumprimos todos. Atamisque, Salentein e O.Fournier.
Os vinhos de altitude mostram concentração e alguns aromas que os vinhos de outras zonas não atingem.

Na Bodega Atamisque o proprietário é francês, as barricas são francesas e tem um Pinot Noir que é Pinot Noir. Uma tipicidade incrível. Provamos todos os vinhos da bodega e ficamos bem impressionados.


Na sala principal de degustações da Salentein provamos os melhores vinhos da bodega, além de visitar a incrível sala das barricas com piano para pequenas audições e a pousada projetada para os amantes do vinho.



Terminamos com umtoque de Nouvelle Cuisine harmonizando com os vinhos da bodega O.Fournier




terça-feira, novembro 23, 2010

Algumas Fotos de Mendoza e uma aérea da Cordilheira dos Andes








Angel é Mendoza, é vinho, é história...


Hoje estive com Angel Mendoza, na sua bela, charmosa, modesta e fantástica vinícola Domaine St. Diego (que agora também produz ótimo azeite de oliva como vemos a entrada na foto).
Um pequeno grande homem com cerca de 1 metro e meio de altura e uma história de gigante. Conhece os vinhos como poucos (poderia dizer ninguém), ajudou a Salton a produzir bons vinhos, trabalhou na trapiche e teve a rara honestidade de nunca concorrer com a vinícola que o projetou. Como fez isso? Nunca, até hoje, vendeu seus vinhos para distribuidores. Os raros vinhos do Domaine St. Diego são para os visitantes ou para revendedores que batem em sua porta para comprar os vinhos. Sabe para quantos países ele importa? nenhum. Sabe porque? não quer.
Angel falou cobre o exagero no uso de barricas e sobre a música que tocapermanentemente na sua sala de barricas. Uma conversa maravilhosa!
Como não é sempre que temos uma oportunidade dessas, filmei tudo e vou mostrar aqui no blog em breve. Assim que voltar para o Brasil, assim que eu editar o material. Eu e o Daniel Perches continuamos o dia nas belíssimas Bodegas Tapiz e Tempus Alba. Voce não vai perder nenhum detalhe nos videos. Por enquanto conto um pouco por aqui.

segunda-feira, novembro 22, 2010

Natlália tinha tudo para viver a vida nos vinhedos


Natlália tinha tudo para viver a vida nos vinhedos, mas jogou tudo para os ares atrás de um sonho de infância.
O bisavô era produtor de vinhos, o avô também, o pai também e os irmãos davam continuidade ao trabalho feito pelos antecedentes de forma correta e até mesmo mais profissional.
Os vinhedos no Valle del Maipo eram trabalho de gerações estampado no rosto da família e também na fisionomia e tipo físico que a genética insiste em mostrar presença.
Todos tinham os olhos azuis bem claros que com certeza veio com o tataravô distante que deixou o país basco para tentar a vida na terra prometida.
Todos riam do sonho de Natália, que do alto dos seus 86 quilos e meio (ela faz questão do meio) insistiu com garra na carreira de azafata (aeromoça). A força de vontade foi tanta, que saiu do curso com as nota mais altas da turma e emprego Grant ido na antiga Lan Chile.
Natália fez carreira até virar chefe de equipe. O trabalho impecável só derrapava quando os vôos transatlânticos deixavam ela e as companheiras entediadas. Nadia pegava o vinho oferecido na primeira classe, abria junto com as colegas e ensinava sobre os recados trazidos pela cor, olhava com firmeza e certeza. Girava aquela taça estranha, que se não fosse pela situação seria motivo de piada, cheirava o vinho com segurança e ajudava cada uma das colegas a encontrar os aromas de frutas, couro, flores, etc...
As colegas poucas vezes encontravam os aromas, mas como se tratava da chefe diziam que percebiam tudo.
Na hora de colocar o vinho na boca os colegas já não prestavam atenção em nada. Só bebiam.
O problema era esse. Natália e os colegas encararam um dia um vôo para o Japão e o desastre foi total. Menos mal que o comandante não se envolve em brincadeiras dos subalternos!
-Atenção senhores passageiros estamos... (gargalhadas)
-Estamos nos apro.....(gargalhadas)
-apertam os cintos que vamos descer em Tóquio... (gargalhada geral de passageiros e tripulantes.
A garrafa oferecida para aquele vôo era produzida exatamente pela família de Natália e por isso a aula se estendeu, a festa se estendeu e os problemas também.
Já na volta ao Chile Natália voltou como passageira, mas voltou com o cargo de diretora de exportações da vinícola da família garantido. Os irmãos não cansavam de chamar Natália, queriam o conhecimento dela, a garra que só ela tinha herdado do lado da família materna.
As festas a bordo acabaram. Os vôos ficaram mais chatos, mais longos para os colegas.
No novo trabalho Natália cuspia os vinhos e só engolia o néctar das melhores garrafas após o trabalho, ao ar livre, olhando pro céu...

Vinha Grande - Douro 2022 - Casa Ferreirinh

Cereja, bergamota, violeta...  na boca tem corpo médio, taninos macios, sensação de frescor, sabor repetindo o nariz, mas com um toque de e...