domingo, maio 23, 2010

Variedades Pouco Conhecidas: Lledoner Pelut


No cacho é bastante parecida com a Grenache Noir. É uma variedade de maturação tardia, utilizada na elaboração de vinhos no Languedoc. Aparece nos cortes de vinhos das appellations Cabrières, Caramany, Corbières, Coteaux de la Méjanelle, Coteaux de Saint Christol, Coteaux de Vérargues, Languedoc, Côtes de la Malepère, Côtes du Roussillon, Côtes du Roussillon-Villages, Faugères, Fitou, Latour de France, Lesquerde, Minervois, Minervois-La Livinière, Montpeyroux, Quatourze, Saint Chinian, Saint Drézéry, Saint Georges d'Orques, Saint Saturnin e Tautavel. Os vinhos elaborados com a Lledoner Pelut apresentam aromas de pimenta, alcaçuz e frutas negras.

sábado, maio 22, 2010

Appellation Coteaux du Languedoc Controlée


Coteaux du Languedoc tem uma longa história. As primeiras vinhas da região foram plantadas provavelmente pelos gregos. 500ac bem antes dos Romanos.
Mas foram os Romanos que melhoraram as técnicas de vinificação e consequentemente os vinhos.
A appellation Coteaux du Languedoc é muito grande e engloba diversas outras appellations:
Grès de Montpellier (incluindo Saint Georges d'Orques)
La Clape (e Quatourze)
Pézenas (e Cabières)
Pic Saint Loup
Picpoul de Pinet
Terrasses de Béziers
Terrasses du Larzac (com Montpeyroux e Saint Saturnin)
Terres de Sommières
Faugères e Saint Chinian estão na região mas possuem appellations próprias, graças a qualidade e reputação de seus vinhos.

Appellation: Appellation Coteaux du Languedoc Controlée
Localização: em torno da cidade de Montpellier seguindo até Narbonne
Villages: Saint Georges d'Orques, MontpeyrouxTerroirs: Pic Saint Loup , Grès de Montpellier, Picpoul de Pinet, La Clape, Terres de Sommières
Solo: calcário
Superfície: 8.400 hectares
Produção: 55 milhões de garrafas 79 % Tintos, 12% Brancos, 9% Rosés
Variedades: Grenache, Syrah, Mourvèdre,Carignan, Cinsault, Grenache Blanc, Bourboulenc, Clairette, Picpoul, Roussanne, Marsanne e Rolle
Guarda: 2 a 6 anos (tintos)
Boas safras: 2006, 2003, 2001
Aromas: Framboesa, Cassis e Couro
Harmoniza bem com carnes vermelhas grelhadas, embutidos e peru assado

Viña Altaïr na Grand Cru







Altaïr é um nome de origem árabe que significa aquele que voa. Nome escolhido para a estrela mais brilhante da constelação de Aquila.
O vinho Altair também pode muito bem estar entre as grandes estrelas do Chile.
Quem explicou o nome e também a forma de elaboração dos vinhos foi o René Vasquez, da Viña Altair. A apresentação foi na Grand Cru da rua Bela Cintra, que importa os vinhos para o Brasil.
A vinícola fica no vale Cachapoal, 100 quilômetros de distância de Santiago.
René explicou que a proposta para os vinhos Altair, é a elaboração de vinhos de terroir, com identidade própria e inimitáveis.
Os vinhedos estão localizados a 800 metros, aos pés da Cordilheira dos Andes. A amplitude térmica no verão é impressionante: Máxima de 38 graus e mínima de 7.
Começamos provando o Ícono 2004.
Um vinho elaborado com Cabernet Sauvignon, de 58 reais, com boa relação preço/qualidade.
Passou 12 meses em barrica. Cor rubi, profundo.
No nariz frutas vermelhas, goiaba e baunilha.
Na boca tem boa acidez, bom corpo e equilíbrio. Notas de couro.
Final persistente.
Passamos para o Sideral 2005. Um corte de Cabernet Sauvignon 87% e Carménère 13%.
Passou 15 meses em barrica francesa. Cor rubi profundo sem sinais de evolução.
No nariz amora, cassis e cravo.
Na boca taninos finos, acidez e final longo. Custa 139 reais.
Terminamos a prova com o Altair 2004.
73% Cabernet Sauvignon, 15% Syrah, 11% Carménère e 1% Cabernet Franc.
o nariz amora, cassis e cravo.
Na boca taninos finos, acidez e final longo. Custa 139 reais.
Terminamos a prova com o Altair 2004.
73% Cabernet Sauvignon, 15% Syrah, 11% Carménère e 1% Cabernet FranEstagiou em barricas francesas novas por 18 meses.
Cor rubi com reflexos violeta.
Nariz complexo. Flores, frutas vermelhas, café, torefação e baunilha.
Na boca é longo, refrescante, elegante.
Taninos firmes. Vinho com boa concentração que deve permitir um ótimo envelhecimento em garrafa. Final longo.
Preço 290 reais.

sexta-feira, maio 21, 2010

Barreado com Vinho Tinto? Há Controvérsias! Sérias Controvérsias!




São Paulo é mesmo uma capital da gastronomia!
Conheço muita gente que aproveitou uma viagem ao Paraná para provar o Barreado.
Quem fez isso garante: o Barreado do Tordesilhas é impecável!
Foi lá o nosso encontro para escolher a melhor harmonização com o prato com vinhos escolhidos a dedo.
O Barreado é um prato típico do Paraná, de Morretes, litoral norte do estado, divisa com São Paulo. Dizem que o prato foi trazido por açorianos. O coxão duro fica pelo menos 12 horas no fogo até desmanchar e ficar com consistência fibrosa.
A história conta que as mulheres faziam o Barreado na época do Carnaval para poder ir festejar enquanto o prato cozinhava enterrado por longas horas (de 12 a 24 horas).
Claro que um prato desse tipo levaria qualquer um a pensar em um Tinto, mas nesta Quinta eu, o Ivo Ribeiro, Adilson Gavioni, o Jeriel da Costa (http://www.blogdojeriel.com.br/), a simpática organizadora Cris Couto (sejabemvinho.blogspot.com), o Walter Tommasi (wtommasi.blogspot.com), o Álvaro César Galvão (http://divinoguia.blogspot.com/) e o João Filipe Clemente ( http://falandodevinhos.wordpress.com/) procuramos a harmonização ideal para o prato.
Gente do mundo do vinho e da gastronomia. Todos os vinhos estavam perfeitos e tinham qualidades, mas o que estava em julgamento era a harmonização.
Resultado: entre os 5 melhores vinhos da harmonização, 2 eram brancos. Mais interessante ainda, o vencedor geral foi o Muros de Melgaço, um Alvarinho maravilhoso.
Foram provados 11 vinhos.
Os 5 primeiros foram (notas de 0 a 10):
1- Muros de Melgaço 2008 - Alvarinho - Portugal - 8,44
2-Terranoble Reserva Pinot Noir - Chile - 8,06
3-Além Mar - Villagio Grando - Brasil - 7,94
4-Lídio Carraro Merlot Grande Vindima 2004 - Brasil - 7,50
5- Pazo Pondal 2006 - Rias Baixas - Albariño - Espanha - 7,19
Os outros vinhos avaliados para harmonização foram os seguintes:
6- Don Laurindo Estilo 2008 - Brasil - 6,75
9- Pizzato Reserva Merlot - Brasil - 6,19
9- Dadivas Pinot Noir - Lidio Carraro - Brasil - 5,94
10- Dominio Viccari Riesling - Brasil - 5,31
11- Vallontano Tannat - Brasil - 5,13


quinta-feira, maio 20, 2010

Appellation Fitou Controlée - Languedoc Roussillon


Fitou está entre os vinhedos mais antigos do Langudoc Roussillon. Os gregos foram os primeiros a plantar as uvas. Depois os romanos melhorara a vinificação e os vinhos de Fitou sempre tiveram boa reputação. Sob o reinado de Louis XIV, era um dos vinhos mais conhecidos.
Fitou produz principalmente Tintos. São potentes e enchem a boca. As garrafas devem ficar na adega ao menos 2 anos antes de serem abertas.
As vinhas são plantadas perto do mar mediterrâneo.

Appellation: Appellation Fitou Controlée
Localização: Sul de Narbonne e de Corbières
Vilas:
Cascatel des Corbières, Caves, Fitou, La Palme, Leucate, Paziols, Treilles, Tuchan, Villeneuve les Corbières
Solo: argilo-calcário
Superfície: 2 500 hectares
Produção: 7,5 milhões de garrafas
Variedades: Carignan, grenache, mourvèdre e syrah
Guarda: até
10 anos
Boas safras: 2006, 2004, 2001, 2000, 1998
Aromas: alcaçuz, bunilha, especiarias
Harmoniza bem com caças e Peru

quarta-feira, maio 19, 2010

Decanter Wine Awards 2010

A revista inglesa Decanter divulgou a lista do Wine Awards 2010. Veja a lista completa: http://www.decanter.com/worldwineawards/2010/results.php

Camigliano no Parigi

A Casa Flora escolheu o excelente Restaurante Parigi, em São Paulo, para apresentar os Brunellos e IGTs da Azienda Camigliano.
O Brasil está entre os 5 principais mercados da vinícola. Os 92 hectares de vinhedos, colocam a Camigliano entre os grandes produtores da região. Uma porção de terra que poderia ser normal em países do novo mundo, em uma terra onde o hectare custa 500 mil Euros, 92 hectares passa a ser uma eternidade.
Ainda mais se levarmos em conta a adega subterrânea. Uma obra de engenharia para deixar qualquer um impressionado. São 5 andares em baixo da terra. Cinco andares de tecnologia para elaboração de vinhos.
São produzidas 350 mil garrafas, sendo a maior parte em Brunellos. A primeira safra, de 1966, ainda pode ser apreciada com muito prazer, explicou a representante da vinícola.
Isso mostra o potencial de guarda destes vinhos da pequena e ao mesmo tempo grandiosa (pela qualidade dos vinhos) Montalcino.
Camigliano fica a poucos quilômetros de Montalcino e tem menos de 50 habitantes (isso mesmo, não é nenhum engano).
O Rosso di Montalcino 2008 passou 6 meses em barricas francesas e mais 6 meses em garrafa.
Um vinho fácil de beber, sem grande complexidade, ótima acidez e muita fruta. O preço é ainda melhor: 66 reais (ótimo preço).
O Brunello 2003 é um vinho e uma safra difícil. Calor extremo que obrigou a vinícola a engarrafar menos garrafas que o habitual para conseguir um vinho equilibrado.
No nariz frutas vermelhas maduras, floral e couro.
Na boca tem boa acidez, algo pouco esperado em safras muito quentes, mas que pode ser explicado pela boa acidez natural da Sangiovese.
Custa 161 reais (barato para um Brunello).
O Brunello di Montalcino Gualto Riserva mostrou complexidade no nariz. Junto com as notas de geleia de frutas vermelhas, toques de baunilha e chocolate.
Na boca é macio, aveludado, bem elegante e equilibrado. Final persistente. 260 reais.
O Poderuccio 2007 é um IGT (utiliza as uvas que quiser sem poder utilizar a sigla DOC - Denominazione di Origine Controllata).
60% de Sangiovese, 20% de Merlot e 20% de Cabernet Sauvignon.
A cor rubi mostra alguns reflexos violeta.
No nariz ervas, cereja e cassis.
Na boca tem corpo médio, bons taninos e média persistência.
54 reais (ótimo preço).
O Cabernet Sauvignon Sant´Antimo "Campo ai Mori" 2006 mostrou a tipicidade da variedade francesa com uma maciez e elegância notável.
No nariz notas de amora, couro e tabaco.
Na boca mais uma vez uma boa acidez e um longo final.
83 reais (bom preço!)
Destaco os preços dos vinhos que mostram uma boa relação qualidade/preço, que são uma marca da Casa Flora.
www.casaflora.com.br

Vinha Grande - Douro 2022 - Casa Ferreirinh

Cereja, bergamota, violeta...  na boca tem corpo médio, taninos macios, sensação de frescor, sabor repetindo o nariz, mas com um toque de e...