quarta-feira, maio 05, 2010
Champagne parte 7

Como aproveitar melhor a Champagne:
A taça mais apropriada é em forma de tulipa, para evitar que os aromas escapem muito facilmente. Devem ser altas para permitir que as borbulhas sigam seu caminho guardando uma temperatura constante.
Não se deve encher o copo mais do que 2/3.
A temperatura não deve ser exageradamente fria, para que os aromas possam aparecer.Uma Champagne não safrada (non-millésimé) deve ser servida a 8 °C. A safrada a 10°C.
terça-feira, maio 04, 2010
Champagne Parte 6 - Códigos nos Rótulos

Alguns rótulos são um problema para decifrar. No caso das Champagnes existem uns códigos que pouca gente se dá ao trabalho de saber do que se trata. Beber é melhor não é verdade? Vamos decifrar!
NM = Négociant Manipulant, é quando as uvas são compradas dos viticultores e o negociante se encarrega da produção do vinho.
ND = Négociant Distributeur, compra as garrafas e distribui com rótulo próprio.
RC = Récoltant Coopérateur, o viticultor utiliza a cooperativa por algum estágio de produção e depois vende com seu próprio rótulo.
RM = Récoltant Manipulant, geralmente pequenos produtores que produzem da uva ao vinho e comercializam com rótulo próprio.
SR = Société de Récoltant, uma sociedade que produz e comercializa os vinhos de diferentes propriedades, normalmente de uma mesma familia.
CM = Coopérative de Manipulation, união de produtores que produzem a Champagne com uvas compradas pela cooperativa.
MA - Marque d'Acheteur, central de compra que apenas coloca o nome nos rótulos sem participar de nenhum estágio da produção.
segunda-feira, maio 03, 2010
Champagne Parte 5 - Tipos de Champagne

Blanc de Blancs:
Champagne elaborada apenas com a variedade branca Chardonnay. Em outras regiões, os espumantes chamados blanc de blancs são elaborados com variedades brancas, normalmente Chardonnay e alguma outra. No caso do Champagne, um Blanc de Blanc é normalmente mais caro e mais delicado que uma champagne clássica. É muito apreciado na França como aperitivo.
Blanc de Noirs:
Elaborado unicamente com as variedades brancas Pinot Noir e Pinot Meunier. Como o vinho não fica em contato com a casca a Champagne é branca. Normalmente os Blanc de noirs utilizam apenas a Pinot Noir.
Champagne Rosé:
A Champagne rosé é elaborada com as variedades Chardonnay e Pinot Noir. Diferente do que deve ser feito em vinhos rosés (que ficam um tempo menor em contato com as uvas tintas) no caso das Champagnes rosées é autorizado e utilizado o método de mistura de vinho tinto ao vinho branco no momento do corte (assemblage). Normalmente é utilizado o vinho tinto de Bouzy, outro vinho tranquilo da região de Champagne a base de Pinot Noir. Não é o caso do Rosé de Riceys, que é um rosé verdadeiro com método tradicional.
domingo, maio 02, 2010
Champagne parte 4 - A Elaboração

1-A produção de vinhos espumantes é um trabalho minucioso e preciso. O primeiro passo é a prensagem. Deve ser rápida para que o suco não fique com a coloração das uvas tintas (Pinot Noir e Pinot Meunier). Da primeira prensagem sai o suco chamado de Tête de Cuvée (usado para os melhores vinhos). São feitas mais 2 prensagens. A seguir é feita a fermentação alcoólica que acontece como em qualquer outro tipo de vinho. É a transformação do açúcar natural da fruta em álcool.
2-O segundo passo é o corte (assemblage em francês). Os vinhos de safras diferentes e de diferentes terroirs são misturados pelo enólogo. O que parece fácil, pode levar de um a dez dias, até que o enólogo encontre a mistura perfeita.
3-O terceiro passo é engarrafar. A Champagne é engarrafada com a levedura e o açúcar em garrafas provisórias e ficam armazenadas em caves de calcário, subterrâneas, a temperatura de 10 a 14 graus celsius.
4-O quarto passo é a segunda fermentação. A levedura transforma o açúcar em álcool. O dióxido de carbono (ou gás carbonico) não pode escapar da garrafa e se mistura ao vinho, se transformando nas borbulhas.
5-Depois vem a maturação. As rolhas são colocadas nas garrafas, que voltam ao repouso em caves de calcário.
6-Hora da Remuage. As garrafas ficam de cabeça para baixo em prateleiras onde permanecem por dois meses sendo giradas de duas em duas para retirar restos das leveduras das paredes das garrafas e direcioná-los para o gargalo. Neste momento o vinho já se tornou espumante.
7-Depois vem o Degorgement. O gargalo (sempre virado pra baixo) é mergulhado em salmoura a menos de zero grau, para congelar o liquido e os sedimentos que ficaram perto da tampa provisória. O gás carbônico expulsa a tampa e a parte congelada. A garrafa é completada com o licor de expedição, que é uma mistura de vinhos prontos.
8-Hora de colocar a rolha definitiva que só será aberta em alguma comemoração ou jantar romântico em algum lugar do planeta.
Saúde!!!
sábado, maio 01, 2010
Top 5 da Expovinhoff
Com o apoio do site Enoblogs www.enoblogs.com.br escolhemos os 5 melhores vinhos da Expovinhoff.
Alguns expositores não tinham garrafas suficientes para a degustação e ficaram de fora. Caso dos vinhos de Claude e Isabel Fonquerle, do Languedoc e do Gianmarco Ghisolfi, do Piemonte. Mesmo assim foram 14 amostras de altíssimo nível.
Os 5 melhores foram:
1-Perbruno 05 - I Giusti & Zanza - Toscana/Itália – Importador Cantu
2-Judas 2006 – Bodegas Sottano - Mendoza/ Argentina – Importador Max Brands
3-Kuleto Estate Cabernet Sauvignon 2004 – Califórnia/EUA – Importador Smart Buy
4-Sucre Reserva Syrah 2008 – Maule/Chile – Importador Wine Company
5-Chateau Montelena Chardonnay 2007 – Califórnia/EUA – Importador Smart Buy
Champagne Parte 3 - Vinhos Tranquilos

Pouca gente sabe, mas existem vinhos tranquilos na Champagne. Até a invenção dos espumantes, os vinhos tranquilos eram bem conhecidos. Depois disso a região virou sinonimo de espumantes. Ainda hoje são produzidos os Rosés de Riceys, que era um dos favoritos do rei Louis XIV e considerado na época um dos melhores rosés da França. O vinho é elaborado principalmente com Pinot Noir e deve ser bebido jovem.
Os vinhos Coteaux Champenois são principalmente tintos, mas existem também brancos e rosés.
O mais famoso é o tinto Bouzy.
São os únicos produtores da França que trabalham os vinhedos da mesma forma que seus ancestrais faziam desde o século V. Os tintos são elaborados com Pinot Noir e devem ser bebidos jovens. Mostram aromas de framboesa, cassis e baunilha.
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