segunda-feira, janeiro 25, 2010

Variedades Pouco Conhecidas - César

A uva tinta César tem este nome por causa do imperador romano. Também é conhecida por Romain ou Saint Romain, Picargniot, Picargneau ou Gros Noir. Mesmo com a homenagem ao imperador romano, não se sabe a origem da variedade, se sabe que hoje ela sobrevive na Borgonha. Entre as vinhas de Pinot Noir e Chardonnay, lá está ela, principalmente no departamento de Yonne. Os vinhos são produzidos nas appellations Bourgogne-Coulanges La Vineuse, Bourgogne-Chitry, Bourgogne-Epineuil, Bourgogne-Côtes d'Auxerre, Bourgogne mousseux, Bourgogne Grand Ordinaire, Bourgogne Ordinaire e Irancy. São vinhos duros, cor forte, ricos em taninos e bons para envelhecer. Os aromas são de cereja e frutas vermelhas.

domingo, janeiro 24, 2010

Noroeste dos Estados Unidos


Noroeste dos Estados Unidos é onde ficam os estados de Washington e
Oregon.
Em Washington os vinhedos estão localizados no Columbia Valley, Yakima Valley, Red Mountain e Walla Walla.
No Oregon: Willamette Valley, Umpqua Valley, Rogue Valley Applegate e Illinois River.
Cada região significa uma AVA American Viticultural Areas (áreas vinicolas americanas)
Altitude: (Washington) 0 a 270 metros, (Oregon) 90 a 800 metros.
Solo: (Washington) cascalho, areia, argila e calcário. (Oregon) vulcânico, granito e argila.
Variedades: (Washington) Riesling, Chardonnay, Semillon, Chenin blanc, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Malbec, Merlot, Syrah (muito cultivada), Viognier, Lemberger (uva originaria do leste europeu e bem importante em Washington, foi levada aos Estados Unidos pelos imigrantes alemães), Marsanne, Roussanne, Murvèdre, Nebbiolo, Sangiovese, Barbera, Zinfandel, Grenache e Cinsault.
(Oregon) Pinot Noir (cartão de visitas da região), Pinot Gris, Gammay, Dolcetto, St.Laurent (originária da França, foi bastante cultivada na Alemanha) Riesling, Gewürztraminer, Chardonnay, Syrah, Tempranillo, Merlot, Malbec, Cabernet Franc, Albariño, Viognier, Sauvignon Blanc e Sangiovese.

Variedades Pouco Conhecidas - Aléatico

Variedade tinta de origem italiana e também encontrada na Corsega. Foi analisada em 2009 na Suíça, quando concluíram que a variedade tem um parentesco com a Muscat Blanc à Petit Grains. Também é conhecida pelos nomes Aleatiau, Aleaticu, Aleatico Gentile, Oeil de Perdrix e Aleatica (no Chile). Está no corte dos vinhos da Córsega chamados Vins de Pays de l'Ile de Beauté. Também os bons vinhos doces naturais Le Rappu du Cap Corse e de Patrimonio (Córsega) são produzidos com Aléatico. Na Itália está no Aleatico di Portoferraio, de Elba e em vinhos produzidos na Puglia e Lazio. No Chile também aparece com o nome de Moscatel Vermelho. Também é cultivada na Austrália e na California. Os aromas característicos são de rosa, cereja e lichia. Os vinhos licorosos de Aléatico podem ser guardados de 10 a 20 anos.

sábado, janeiro 23, 2010

Appellation Jurançon Controlée

Os vinhedos de Jurançon sofrem influências tanto do clima oceânico como do clima de montanha (Pirineus). Os produtores utilizam as variedades tradicionais da região para produzir vinhos brancos secos e principalmente doces, que podem envelhecer por muitos anos, com aromas de frutas tropicais e mel. Os brancos secos possuem cor esverdeada. O Blanc de Blanc é um vinho fresco, seco e bastante aromático.
Appellation: Appellation Jurançon Controlée
Localização: ao sul da cidade de Pau (oeste dos Pirineus)
Villages:
25, mas 75% está mesmo em Jurançon, Moneir e Gan
Solo: argila, calcário e pedras da montanha
Superfície: 750 hectares
Produção: 4,5 milhões de garrafas 75% de branco seco.
Variedades: Gros Manseng, Petit Manseng, Courbu, Camaralet de Lasseube e Lauzet
Tipo de vinho: Branco doce e Branco seco
Guarda: 2 a 4 anos para os Secos e 5 a 20 anos para os doces
Boas Safras: 2006, 2004, 2000, 1997, 1996, 1995 (os 4 últimos somente para os doces que ainda estão cheios de vida)
Aromas: Mel, abacaxi e canela
Os secos harmonizam bem com truta, salmão e carnes brancas e os doces harmonizam perfeitamente com Foie Gras e queijo Roquefort



Os Vinhos Que Mereceram 100 Pontos da Wine Spectator!

1990 Avignonesi Vin Santo
2000 Bruno Giacosa Barolo Le Rocche del Falletto Riserva
1996 Bryant Family Cabernet Sauvignon Napa Valley
2001 Chateau Doisy Daene Sauternes L'Extravagant
1811, 1834, 1859, 1929, 1967, 2001 Chateau d'Yquem Sauternes
1989 Chateau Haut Brion Pessac Leognan
1989 Chateau La Mission Haut Brion Pessac Leognan
2000 Chateau Lafite Rothschild Pauillac
1947 Chateau Lafleur Pomerol
1863, 1899, 1945, 1961, 1990, 2000 Chateau Latour Pauillac
1998 Chateau Le Pin Pomerol
2000 Chateau Leoville Las Cases St. Julien
1995, 2000 Chateau Margaux Margaux
1945, 1982, 1988 Chateau Mouton Rothschild Pauillac
1945, 1961, 1989, 1990, 1998 Chateau Petrus Pomerol
1931, 1963, 1994 Quinta do Noval Vintage Port Nacional
2001 Chateau Rieussec Sauternes
1990 Comte Georges de Vogue Musigny Cuvee Vieilles Vignes
1985 Domaine de la Romanee Conti Richebourg
1990 Domaine des Comtes Lafon Montrachet
1995 Domaine Leflaive Chevalier Montrachet
2000 Domenico Clerico Barolo Percristina
1985 E. Guigal Cote Rotie La Landonne
1927, 1948, 1977, 1994 Fonseca Vintage Port
1990 Gaja Barbaresco Sori Tildin
2000 Gaja Langhe Costa Russi
1992, 1996, 2001 Gunderloch Riesling Trockenbeerenauslese Rheinhessen Nackenheim Rothenberg
1985 Joseph Drouhin Montrachet Marquis de Laguiche
1961 Paul Jaboulet Aine Hermitage La Chapelle
1997 Roberto Voerzio Barolo Brunate
2000 Roberto Voerzio Barolo Rocche dell'Annunziata Torriglione
2000 Roberto Voerzio Barolo Sarmassa di Barolo
1997 S.A. Huet Vouvray Cuvee Constance
1990 Talbott Chardonnay Monterey
1994 Taylor Fladgate Vintage Port
2001 Tenuta dell'Ornellaia Toscana Masseto
2001 Zind Humbrecht Pinot Gris Alsace Clos Windsbuhl Selection des Grains Nobles
A Tabela mostra as notas 100 até 2006. Em 2007 o Valdicava Brunello di Montalcino Madonna del Piano Riserva 2001 recebeu os 100 pontos. Em 2008 foi o Château L’Evangile Pomerol 2005 Em 2009 nenhum vinho recebeu a nota máxima.

sexta-feira, janeiro 22, 2010

Bendito Vinho! Bendita Hora! Bendita Pizza!

Tudo começou com o convite da revista diVino, para uma harmonização de vinho e Pizza.
Bendito vinho, para reunir as pessoas! Bendita Hora que conhecemos essa pizzaria! Logo na entrada um toca discos e os velhos long plays funcionando como nos velhos tempos. Aliás um amigo músico me garante que fomos todos enganados pelos tais compact disc. A pizzaria é de um bom gosto e criatividade impressionantes. Só indo pra ver! Quando a Andréa puxou a cadeira e sentou com a gente, entramos em uma história onde o acaso e a competência, e o destino talvez, mudaram os rumos de uma família. Tudo começou quando Alexandre e Maria Eduarda resolveram construir um forno de pizza em casa. No começo foi um desastre! Forno rachado, fumaça e nada de pizza. Pouco depois a massa de Alexandre já fazia sucesso entre os amigos, e era chamado para fazer pizza na vizinhança. Foi aí que os donos de uma confecção abriram uma pizzaria na histórica Santana de Parnaíba.O que começou como uma extensão de casa virou um sucesso repentino. De Santana de Parnaíba foram para Alphaville, Perdizes e Moema. Logo que entrei pensei nas ideias que o arquiteto colocou em prática naquele projeto.Nada disso! Claro que houve um arquiteto, mas os lustres, vigas tiradas de ferro velho, arcos e tudo que encanta a clientela tem por trás a cabeça criativa do Alexandre. Uma pizzaria familiar! Alexandre, Maria Eduarda (que quando entra nas pizzarias bate o olho e encontra sempre algo fora do lugar) e os 3 irmãos. O Gabriel é sommelier, o Gustavo fez hotelaria e a simpática Andréa trocou a publicidade das agências para trabalhar no negócio da família. Os vinhos da carta são da Grand Cru. Existe até sugestão de harmonização com as pizzas. As redondas são servidas na mesa e cada um se serve, sem aquele negócio chato de esperar o garçon que traz a pizza lá do canto para servir o pedaço que bem entende. Nada disso teria valido a pena não fosse a pizza. A massa segue a receita tradicional do Alexandre. Crocante, no ponto certo, maravilhosa! A de Abobrinha (com mozzarella e Parmesão gratinado) é o carro chefe da casa. Muito saborosa! Pizza maravilhosa, arquitetura fantástica, ambiente agradável e simpatia. Os vinhos acompanharam bem, mas se fosse um jogo, a pizza sairia vencedora! Bendita Pizza!Bendita Hora Rua Vanderlei, 795 - Perdizes - Fone 38620622 Avenida Copacabana, 561 - 18 do Forte - Alphaville - Fone 46894445 Avenida Sabiá, 283 - Moema - Fone 50514322 www.benditahora.com.br

quinta-feira, janeiro 21, 2010

Appellation: Appellation Monbazillac Controlée

Monbazillac (ou Montbazillac) esta entre os melhores vinhos doces do mundo. Atingidas pela podridão nobre, as uvas apodrecem, perdem água e concentram açúcar (causada pelo fungo Botritis Cinerea). Nos melhores anos os vinhos de Montbazillac chegam a rivalizar com os famosos Sauternes.

Appellation: Appellation Monbazillac Controlée
Localização: No vale do rio Dordogne, sul de Bergerac
Cidades: Monbazillac, Rouffignac, Pomport, Colombier
Solo: Argilo-calcário
Superfície: 2.200 hectares
Produção: 6.5 milhões de garrafas
Variedades: Sémillon, Sauvignon Blanc e Muscadelle
Tipo de vinho: Branco doce e viscoso
Guarda: mínimo 5 anos, ideal 30 anos e dependendo da safra e do produtor pode chegar a incríveis 60 anos
Boas Safras: 2006, 2005, 2000, 1997, 1996, 1995, 1990
Aromas: Mel, Baunilha, Abricó e laranja
Harmoniza bem com: Foie gras, como aperitivo, queijos Roquefort e Bleu d´Auvergne

Vinha Grande - Douro 2022 - Casa Ferreirinh

Cereja, bergamota, violeta...  na boca tem corpo médio, taninos macios, sensação de frescor, sabor repetindo o nariz, mas com um toque de e...