domingo, dezembro 20, 2009

Appellation Mâcon Controlée

No passado Mâcon era conhecido pelos vinhos tintos, hoje eles continuam sendo produzidos, mas são minoria e perderam a importância para os Brancos. Mâcon é a maior região produtora de brancos da Borgonha.
Os brancos de Mâcon são leves e secos, são vinhos para o consumo diário com boa relação preço/qualidade.
Os tintos são leves e frutados.
Os vinhos chamados "Mâcon Supérieur" são produzidos nas mesmas regiões, mas são mais alcoólicos e encorpados, por isso recebem a qualificação "Supérieur".
Os chamados Mâcon Villages também são produzidos na mesma região, com as mesmas técnicas de vinificação, mas são melhores e só brancos levam a qualificação.
Appellation:
Appellation Mâcon Controlée
Appellation Mâcon Supérieur Controlée
Appellation Mâcon Villages Controlée (só vinhos brancos)
Localização: de Tournus até Mâcon
Vilas mais importantes: Mâcon, Péronne, Igé, Azé, Vergisson, Chardonnay (isso mesmo a Vila de Chardonnay existe e tem 170 habitantes) e Tournus
Solo: Calcário e giz
Superfície: 4 100 hectares
Produção: 13 milhões de garrafas
Variedades: Tintos com Pinot Noir e Gamay e Brancos com Chardonnay
Guarda: (Brancos) 2 à 3 anos (Tintos) 2 a 5 anos
Boas safras: 2006, 2005, 2003
Aromas: (Brancos) amêndoa, avelã e flores (tintos) morango e framboesa
Os brancos harmonizam bem com ostras, peixes e frango com molho branco e carnes frias. Os Tintos com massas e frango
Alguns Rosés também são produzidos na região e harmonizam bem com alguns pratos de frutos do mar

Degustação de Vinhos Brasileiros Antes do Embarque!

Agora os passageiros do terminal de embarque internacional de São Paulo podem provar no Duty Free, vinhos do Brasil.
A iniciativa do projeto Wines From Brazil em parceria com o Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho) e com a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), pretende mostrar aos turistas estrangeiros a qualidade dos vinhos produzidos aqui. Até Fevereiro as marcas que já são vendidas no duty free poderão ser degustadas e vendidas em caixas com uma garrafa de cada produtor: Casa Valduga, Lidio Carraro e Miolo.

Nemorino na Neve!

Nevou bastante ontem na Itália!
Jogos de futebol foram adiados e o pessoal aproveitou para beber um vinho em casa.
Essas fotos foram tiradas pela Mônica, que trabalha na Azienda I Giusti & Zanza, que produz os vinhos Nemorino, Belcore, Perbruno e Dulcamara.
Fica entre Firenze e o mar!

sábado, dezembro 19, 2009

Bordeaux Distribui Prêmios os Melhores do Enoturismo pela Sétima Vez!

A Câmara de comércio de Bordeaux, escolheu pelo sétimo ano consecutivo os melhores do enoturismo na região
Os vencedores são: Château de Sales, Pomerol. Na categoria arquitetura, parques e jardins. Château d´Aarsac, Médoc. Na categoria arte e cultura. Château de Mole, Puisseguin. Na categoria hospedagem. Château Pape Clément, Pessac. Na categoria organização de eventos. Winery d’Arsac, Médoc. Na categoria descoberta e inovação Les vignobles Mabille, Saint Gervais, pela valorização do meio ambiente O grande vencedor portanto, foi Philippe Raoux (foto), com dois prêmios. Ele é proprietário do Château d’Arsac e criador da Winery. O Château d’Arsac (foto)já havia conquistado o prêmio por duas vezes pela sua politica cultural ousada que oferece aos visitantes um museu a céu aberto com esculturas gigantes colocadas nos vinhedos. No caso da Winery, a estrutura metálica chama atenção de todos que passam pela estrada do Médoc. Recebe 30 mil visitantes por ano e acolhe exposições de arte muito interessantes www.winery.fr

sexta-feira, dezembro 18, 2009

Appellation Clos de Vougeot Grand Cru

Os monges foram os primeiros a plantar vinhas em Clos de Vougeot, mas isso já faz tempo, foi no 12. Hoje, protegidos por um muro de pedra, os vinhedos de Clos de Vougeot são dos mais famosos entre os grands crus da Borgonha. Os vinhedos são divididos entre 80 proprietários. A produção média de cada produtor é de 1000 garrafas. Vougeot e Vougeot Premier Cru são as menores appellations da Borgonha.
Appellation: Appellation Clos de Vougeot Grand Cru, Appellation Vougeot Premier Cru, Appellation Vougeot Controlée
Localização: Côte de Nuits
Vila:
Vougeot
Solo: Argilo-calcário, Cascalho (nos vinhedos mais altos) e Húmus (nos vinhedos mais baixos)
Superfície: 450 hectares
Produção: 220.000 garrafas
Variedade: Pinot Noir
Guarda: 10 a 15 anos
Boas Safras: 2005, 2004, 2003, 2002, 1999, 1996, 1993
Aromes: Frutas vermelhas, chocolate e alcaçuz
Harmoniza com: Carnes vermelhas grelhadas e com o queijo local Epoisses.

Champagne Oferece os Mesmos Benefícios Para a Saúde que o Vinho Tinto!

Pesquisa liderada pelo Dr Jeremy Spencer da Universidade de Reading, na Inglaterra, concluiu que a Champagne oferece os mesmos benefícios para a saúde que o vinho tinto. O Dr Jeremy Spencer é da Universidade de Reading e o trabalho será publicado no British Journal of Nutrition. Tudo sem exagero, é claro!

quinta-feira, dezembro 17, 2009

Claro que a Borgonha é a Terra da Pinot Noir e da Chardonnay. O que Pouca Gente Fala, é que Existem Outras Variedades Autorizadas!

A Borgonha é conhecida pelos vinhos tintos de Pinot Noir, os brancos de Chardonnay e Aligoté, tintos de Gammay (no Caso do Passe-Tout-Grains, ou Beaujolais, que também faz parte da Borgonha) e só. Em Savigny-les-Beaune, Pernand-Vergelesses e Hautes-Côtes de Beaune, por exemplo, existem parcelas e vinhos produzidos com a Beurot (é a Pinot Gris com nome local) utilizada em cortes e até mesmo plantada lado a lado com a Chardonnay. A Gammay está nos vinhos tintos chamados Bourgogne Grand Ordinaire (100% Gammay) e Bourgogne Passe-Tout-Grains (maximo 2/3 no corte com a Pinot Noir). O bom Bourgogne Aligoté é o vinho certo para o Kir (dink que é uma mistura com o licor de Cassis), embora fora da Borgonha o aperitivo é seja com espumantes ou até Champagnes. As variedes autorizadas são as seguintes: Gamay, Aligoté (que entra também no corte do espumante Crémant de Bourgogne, Sauvignon Blanc (no vinho Sauvignon de Saint-Bris), César (na appellation de Irancy), Pinot Blanc, Pinot Beurot (Pinot Gris) Melon, Sacy... É verdade que são raras, mas existem e são autorizadas em algumas appellations.
A Aligoté, por exemplo, ocupava um espaço importante na Côte d´Or e Yonne e alguns lotes na colina de Corton, mas há algumas décadas foi perdendo importância e desapareceu das appellations mais importantes, excessão feita ao vinho produzido pelo Domaine Ponsot, em Morey-Saint Denis, um premier Cru. A Aligoté ocupa hoje cerca de 1700 hectares na Borgonha. A Sauvignon Blanc ocupa apenas 100 hectares no departamento de Yonne, onde se transforma em um vinho branco leve e frutado elaborado com fermentação malolática completa ou parcial mantndo a frescura. Muito raramente passa por barrica. Mais marginal ainda é a Sauvignon gris, também chamada de Fié Gris. Marginal mas não extinta. O Domaine Goisot utiliza a variedade na elaboração de um bom vinho. Parece com a Sauvignon Blanc, mas rende menos. A Pinot Beurot ou Pinot Gris pode ser encontrada em Joigny e na região de Epineuil, onde se transforma em um bom vinho pelas mãos de Dominique Gruhier. É encontrada em poucas quantidades na Côte d'Or. A Pinot Blanc, era confundida com a Chardonnay até 1896. Está nos vinhedos de alguns proprietários da Côte d´Or onde cobre 30 hectares. Existe também um Pinot Noir Blanc, uma mutação descoberta em 1936 por Henri Gouges, em uma de suas parcelas. É chamada também Pinot Gouges, mas é considerada uma variação bem próxima da Pinot Blanc. Na Côte d'Or, o Domaine Fougeray de Beauclair produz um Marsannay « Les Saint-Jacques » elaborado com Pinot Blanc e um Marsannay de Pinot Beurot. Também existe Bourgogne Hautes-Côtes de Beaune elaborado com Pinot Beurot. A César é uma variedade tinta introduzida em Yonne pelas tropas romanas (por isso César ou Romain). Seria um cruzamento natural entre a Pinot Noir e a Argant, uma variedade ancestral que era considerada a melhor da região no final do século 16. Se transforma em vinhos frutados e tânicos. É autorizada nas appellations Bourgogne Grand Ordinaire e Bourgogne, somente numa parte da região do Yonne. Autorizada também na appellation Irancy, mas somente para corte e no limite de 10%. Não passam de 8 a 10 hectares nos dias de hoje. A Auxerrois, variedade branca, é recomendade na região do Yonne, mas não é utilizada. A Sacy é uma variedade branca que se transforma em vinhos ácidos e alcoólicos. Dizem que foi trazida da Itália no século 13 pelos monges da abadia de Reigny, perto de Vermenton (Yonne). Continua recomendada na região do Yonne nas appellations Crémant de Bourgogne e Bourgogne Grand Ordinaire, mas está em extinção. Existem alguns vinhedos em torno de Chitry le Fort. É utilizada em cortes dos Crémants do Domaine Verret. Existem também algumas garrafas de Bourgogne Grand Ordinaire 2001 produzidas por Jean-Marc Brocard. Não foi extinta ainda por causa da vila de Saint-Pourçain onde os vinhos são produzidos com a variedade, lá chamada Tressalier. A Melon é outra variedade branca que faz parte da história da Borgonha. Hoje só é encontrada em torno de Vézelay. É aceita para a appellation Bourgogne Grand Ordinaire e AOC Crémant, como variedade secundária. Não é aceita na nova appellation Bourgogne Vézelay. Outras variedades que são recomendadas ou autorizadas, mas que são muito pouco ou nada utilizadas na região: Tressot (tinta), Cot (tinta), Gascon (tinta), Damery ou Dannery (branca), Roublot ou Aubanne ou César blanc (branca) e Cheignot. Tem ainda as recomendadas pela Onivis da Borgonha e não utilizadas: Abouriou, Arriloba, Chasan, Meunier, Portan. As autorizadas e não utilizadas: Florental, Grolleau, Landal, Léon Millot, Maréchal Foch, Plantet, Ravat Blanc.

Vinha Grande - Douro 2022 - Casa Ferreirinh

Cereja, bergamota, violeta...  na boca tem corpo médio, taninos macios, sensação de frescor, sabor repetindo o nariz, mas com um toque de e...