Sobreiro, árvore da família do Carvalho de onde se tira a casca de cortiça de 9 em 9 anos.
Os australianos insistem na tampa de rosca e muitos produtores garantem que o vinho fica bem melhor do que fechado com a rolha de cortiça. Em conversas com amigos a cortiça e a tradição sempre ganham.
Muita gente diz que rolhas sintéticas e tampas de rosca (screw caps) servem muito bem para vinhos jovens. Apesar disso cada vez mais produtores do novo mundo aderem esses novos métodos em seus vinhos.
O Penfolds Grange, por exemplo (o maior vinho da Austrália) utiliza a cortiça, mas isso é bastante compreensivo, os novos métodos precisam ser totalmente testados antes de servirem para tapar uma garrafa de um vinho que vive em plena forma mais de 30 anos. Dizem que garrafas com cerca de 10 anos fechadas com screw caps já foram abertas e os vinhos estavam perfeitos. Talvez dentro de 20 anos teremos grandes vinhos utilizando a nova tecnologia, mas o prazer de usar um saca-rolhas não deve acabar tão cedo.
Portugal, o maior e melhor produtor de cortiça do mundo, já investiu em campanhas para não perder mercado e tem dado certo. Por outro lado países como África do Sul, Austrália, Nova Zelândia e (em parte) os Estados Unidos já conseguiram a confiança dos seus consumidores nas novas tecnologias.
Vinhos em caixas tipo leite longa vida, latas e outros métodos também são utilizados mundo afora, mas as rolhas sintéticas e tampas de rosca lideram a preferência.
O ponto fraco da cortiça é o ataque de fungos e bactérias que liberam uma substância química chamada tricloroanisol provocando um cheiro bastante desagradável, popularmente chamado bouchonné. O problema maior é que muitas vezes este odor não é tão forte e o consumidor que não tem um nariz experimentado, não detecta o problema (aliás o único motivo que permite a devolução de um vinho em um restaurante é se ele estiver estragado) passa a evitar aquela marca de vinho com a ideia de que o vinho é ruim, quando na verdade ele está estragado. Normalmente 5% dos vinhos apresentam esse problema.
terça-feira, janeiro 20, 2009
Tampas de rosca passaram no teste dos 10 anos
Sobreiro, árvore da família do Carvalho de onde se tira a casca de cortiça de 9 em 9 anos.
Os australianos insistem na tampa de rosca e muitos produtores garantem que o vinho fica bem melhor do que fechado com a rolha de cortiça. Em conversas com amigos a cortiça e a tradição sempre ganham.
Muita gente diz que rolhas sintéticas e tampas de rosca (screw caps) servem muito bem para vinhos jovens. Apesar disso cada vez mais produtores do novo mundo aderem esses novos métodos em seus vinhos.
O Penfolds Grange, por exemplo (o maior vinho da Austrália) utiliza a cortiça, mas isso é bastante compreensivo, os novos métodos precisam ser totalmente testados antes de servirem para tapar uma garrafa de um vinho que vive em plena forma mais de 30 anos. Dizem que garrafas com cerca de 10 anos fechadas com screw caps já foram abertas e os vinhos estavam perfeitos. Talvez dentro de 20 anos teremos grandes vinhos utilizando a nova tecnologia, mas o prazer de usar um saca-rolhas não deve acabar tão cedo.
Portugal, o maior e melhor produtor de cortiça do mundo, já investiu em campanhas para não perder mercado e tem dado certo. Por outro lado países como África do Sul, Austrália, Nova Zelândia e (em parte) os Estados Unidos já conseguiram a confiança dos seus consumidores nas novas tecnologias.
Vinhos em caixas tipo leite longa vida, latas e outros métodos também são utilizados mundo afora, mas as rolhas sintéticas e tampas de rosca lideram a preferência.
O ponto fraco da cortiça é o ataque de fungos e bactérias que liberam uma substância química chamada tricloroanisol provocando um cheiro bastante desagradável, popularmente chamado bouchonné. O problema maior é que muitas vezes este odor não é tão forte e o consumidor que não tem um nariz experimentado, não detecta o problema (aliás o único motivo que permite a devolução de um vinho em um restaurante é se ele estiver estragado) passa a evitar aquela marca de vinho com a ideia de que o vinho é ruim, quando na verdade ele está estragado. Normalmente 5% dos vinhos apresentam esse problema.
quinta-feira, janeiro 15, 2009
Impostos Malucos
Ontem escrevi sobre a queda na produção francesa e os impostos absurdos cobrados no Brasil. Dois comentários me animaram a bater mais uma vez nessa tecla. O Cristiano do blog vivendovinhos e um outro anônimo. Os dois concordam com o absurdo dos impostos e assim como eu não alimentam muitas esperanças em mudança. Para revoltar ainda mais os consumidores digo com toda certeza, pois conheço diversos produtores de vinhos da Europa, os vinhos que saem das vinícolas custando para os importadores cerca de 15 euros, são vendidos aqui por cerca de 75 euros. É a pura verdade, 75 euros. Algumas importadoras trabalham com uma margem de lucro menor e vendem um pouco mais barato, mas é só um pouco mais barato. Só pela importação o governo fica com 80% do valor, depois vem o frete e os impostos locais, depois vem o custo de venda que inclui caixinha para muitos pontos de venda e restaurantes. Aliás ganhar uma adega novinha para 80, 100 garrafas é bastante comum entre os restaurantes. É só pedir para o importador e ele dá. Dá? claro que não, nós é que pagamos!
Além do mais o vinho não é problema de saúde pública. Quantos alcoolatras voce já viu com uma garrafa de vinho na mão?
O Grande estudioso Ibn Sina (Avicena) que viveu de 908 a 1037 e estudou e praticou a medicina, era um grande filósofo persa. Ele deixou essa frase: "O vinho é o amigo do moderado e o inimigo do beberrão"
O vinho é um companheiro das refeições não serve para bebedeira, em muita quantidade estufa, não desaparece como os destilados nem tem o efeito diurético da cerveja que permite uma nova rodada após cada ida ao banheiro.
Vamos nos indignar!
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quarta-feira, janeiro 14, 2009
Itália passa a França e é o país que mais produz vinhos no mundo.

Enquanto a produção e consumo mundial cresce, o país mais tradicional da viticultura mundial perde posição. Além da produção o consumo também está caindo. Em 2008, a França perdeu o lugar para a Itália. Foram 552 milhões de caixas de vinhos elaborados na Itália contra 485 milhões na França. Um pouco se deve a baixa produção na safra de 2008 em Bordeaux, Bourgogne e Languedoc o que não aconteceu na Itália, que em geral colheu uma boa safra. Mesmo assim o IWSR (International Wine and Spirit Record), que fez o estudo a pedido dos organizadores da Vinexpo (principal feira do setor que acontece a cada 2 anos em Bordeaux), diz que a França não deve recuperar o posto pelo menos até 2012. A única noticia boa para os franceses é que eles continuam sendo os líderes em valores exportados com 6,7 milhões de euros, contra 4,4 milhões dos italianos. No Brasil, com os impostos que colocam o vinho no mesmo patamar de todas as bebidas destiladas (o que não acontece na maioria dos países europeus) a França está em quinto lugar na preferência e terceiro entre os europeus. Chile e Argentina são beneficiados pelos impostos mais baixos e ocupam o primeiro e segundo lugar. Depois vem a Itália com 16,6 %, Portugal com 11,8 e França com apenas 3,6%. Em 2002 a França tinha quase 10% do mercado brasileiro.
Dados da IWSR (www.iwsr.co.uk) e UVIBRA (sobre os números do mercado Brasileiro até setembro de 2008 www.uvibra.com.br). Que tal baixar os impostos dos importados, diminuir os impostos locais dos nacionais e facilitar o conhecimento da bebida alcoólica mais saudável do planeta.
quinta-feira, janeiro 08, 2009
Vinhos de Cinema
Francis Ford Coppola faz filmes há mais de 30 anos (quem sabe precisamente é o Roberto Chaves, o cara que mais entende de cinema no Planeta terra: blogdopepino.zip.net), o que muitos fãs da tela grande não sabem é que ele produz vinhos também a bastante tempo. Desde que comprou uma propriedade em Napa Valley, Califórnia e começou a produção.
É uma propriedade centenária transformada em Museu que mostra a trajetória de duas famílias de imigrantes. Gustave Niebaum, um imigrante finlandês que fez sua fortuna no Alasca com o comércio de peles e depois seguiu o seu sonho da criação de um grande vinho. A família de ítalo-americano
s,
Outro que está no mundo do vinho é Gérard Depardieué o proprietário do belíssimo Château de Tigne, no Vale do Loire. O vinho que provei foi o Château de Tigne 2003. Os taninos são macios, não pegam na boca. Os aromas bastante frutados, groselha, cassis e framboesa. O final é longo e mostra um bom potencial para envelhecer na adega. Um vinho que Asterix e Obelix tomariam acompanhando uma carne de caça.
terça-feira, janeiro 06, 2009
Atenção Importadores: Queremos Opções de Safras!
O Brasil está muito bem quando se fala em variedade de vinhos, qualidade das importadoras, qualidade dos vinhos, etc...
Tudo muito bom!
Mas falta aos importadores oferecer mais de uma, duas, ou três safras de cada vinho. Acontece que eles compram, esperam acabar os vinhos e só depois fazem um novo pedido, já de uma nova safra com a anterior esgotada. Isso não acontece em países de tradição no mundo do vinho. O mesmo vinho sempre é encontrado representando diferentes safras. Não é só pela qualidade da safra, mas pela evolução do vinho. Se queremos um grande vinho para abrir neste final de semana, por exemplo, este vinho estará certamente jovem demais. É preciso guardar em casa, em adega, por muito tempo.
O certo seria guardar um pouco de cada safra, seguir comprando as safras novas e assim por diante. Na Europa e Estados Unidos, por exemplo, as safras mais antigas e prontas para beber custam mais caro para compensar a guarda do importador ou revendedor. É preciso pensar no lucro e na qualidade.
Um amigo comprou uma garrafa do excelente vinho espanhol Pintia 2004 na Mistral. O vinho estava muuito fechado, muuuito novo! Este vinho, além de Brunelos, Barolos e grandes vinhos em geral, ficam muito melhor com o tempo.
A Casa do Porto, por exemplo, vendeu em 2008 essa coleção com todas as safras do Château Mouton Rothschild.
O Mundo do Vinho Perdeu Muito em 2008 - Mondavi, Dagueneau e Wölffe
Não acredito naquela história de que ninguém é insubstituível. Quem pode ter a força de Mondavi no Napa Valley? Quem pode dar mais destaque aos vinhos do Loire como deu Didier? E fazer vinhos de qualidade em um terroir até então desprezado como o estado de New York? Pois é, eu acho que ninguém. Mondavi morreu aos 94 anos no dia 16 de maio. Didier foi embora em 18 de Setembro, aos 52 anos, vitima de um acidente de ultraleve. Christian Wölffer, aos 70 anos, foi atropelado por uma lancha em Paraty no dia 31 de Dezembro. A história do vinho não vai esquecer deles!
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