terça-feira, dezembro 20, 2016
O Château d'Éternes do Loire é cercado de vinhedos e histórias. Quem conta é o dono.
segunda-feira, dezembro 19, 2016
Nesse verdadeiro Tour de France, cheguei ao Loire.
domingo, dezembro 18, 2016
sábado, dezembro 17, 2016
Kabaj - Sivi Pinot 2012 (Pinot Gris) - Eslovênia
Esse (e o outro do mesmo produtor) foi na minha opinião, o grande vinho que provei na degustação de vinhos eslovenos.
Tanto o produtor, como o importador, informam que o vinho é elaborado com a Pinot Blanc (talvez problemas com a tradução), mas se pesquisarmos entre os nomes (sinônimos da variedade) ela aparece como Pinot Gris.
Na hora que provei o vinho reparei na cor e tive certeza.
A Pinot Gris é uma uva com casca de tom marron e só ela daria a cor rosé ao vinho (apesar de ser considerado um branco).
Já a Pinot Blanc, é branca e não seria capaz de dar tom rosado ao vinho.
Mas o vinho é mais importante que a variedade.
O produtor nesse caso, é um verdadeiro artista.
O vinho foge do padrão e isso é muito bom.
Uma coisa é o padrão de qualidade, de sabores e sensações que ele pode provocar e o outro é o padrão de mercado, que pode transformar o vinho numa bebida diferente do que é.
O vinho é a união do trabalho do enólogo, do lugar onde a uva brotou, amadureceu e foi colhida, da variedade da uva e da ação das leveduras que transformam o suco da uva (os profissionais gostam mais da palavra mosto, já que o suco vem também, nesse caso, com as cascas) em vinho.
Esse vinho passou 24 horas em contato com as cascas.
Depois passou 1 ano em barricas francesas e 4 meses em garrafas.
Foram produzidas apenas 4500 garrafas.
Vinho de agricultura orgânica, com leveduras da própria uva e elaborado pelo enólogo Jean Michel Morel.
A cor é rosé (o produtor chama o vinho de branco), brilhante.
No nariz tem boa intensidade aromática (média+), muito complexo.
Notas de frutas secas se misturam com notas de romã, toque defumado, mineral, terroso...
Bem fora do comum, o que é muito bom.
Na boca é um branco (rosé) encorpado, tem um pouco de tanino (pelo contato com a casca na maceração), uma textura muito macia e sabor intenso.
Notas de manteiga, baunilha, frutas maduras e secas.
Daqueles vinhos pra tomar com calma, curtindo as mudanças e os sabores.
O final de boca é extremamente longo, vinho muito persistente.
Nota: 93
Preço (ainda não definido, mas por volta ou acima de 1000 reais).
Importador: vinhos_eslobras@yahoo.com
Conversei com o Mihael Margon, que importa vinhos da Eslovênia.
Provei os vinhos da Eslovênia com o Mihael Margon e depois conversei com ele, na entrevista que você vai assistir.
Os vinhos são interessantes e bem elaborados.
No mundo dos vinhos o mais interessante é conhecer e não ter preconceitos com variedades, países...
Um vinho da Itália ou da França, pode ser bom ou ruim, um vinho com Cabernet Sauvignon, ou Chardonnay, pode ser bom ou ruim.
Não existe a facilidade da garantia de qualidade por país ou variedade.
Na maioria das vezes as diferenças entre uma Cabernet Sauvignon e boa parte das variedades tintas é muito sútil, perceptível apenas por especialistas.
Portanto, o melhor do vinho é a infidelidade.
Provar tudo sem nenhum preconceito.
Vamos aprender um pouco de Eslovênia com o Mihael:
sexta-feira, dezembro 16, 2016
Bernard Magrez compra mais uma propriedade em Bordeaux
Monsieur Magrez já era dono do Pape Clément (Grand Cru Classé de Graves), Château La Tour Carnet (Grand Cru Classé Haut-Médoc), Château Fombrauge (Grand Cru Classé de Saint-Émilion e o Clos Haut-Peyraguey (Première Grand Cru Classé de Sauternes), um patrimônio bem interessante, né?
Pois é, mas Monsieur Magrez ainda tem propriedades na Argentina, na Espanha, em Portugal, no Chile, Japão, Uruguai, Marrocos e Califórnia.
40 propriedades no mundi inteiro.
Seria legal se viesse também pro Brasil, né?
A nova aquisição, anunciada na última quarta-feira, é um pequeno vinhedo em Saint-Estèphe, que ele batizou de Clos Sanctus Perfectus (gostei do nome).
Ele não deu detalhes de preços e nem localização exata.
Acha que Monsieur Magrez sabe comprar ou não?
Antes de partir para o Loire, a última fronteira do Médoc.
Depois de mostrar a margem direita, Entre-Deux-Mers, Sauternes e alguns Grands Crus Classés dos Médoc, terminamos com uma produtora pequena, familiar, na última fronteira do Médoc.
Uma série fantástica.
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