sábado, novembro 07, 2015
É hoje o Encontro de Vinhos Curitiba. Venha!!!
Quem não comprou seu ingresso pelo site pode comprar na entrada do evento.
O Encontro de Vinhos começa as 14 e termina as 22 horas, no Hotel Lizon - Avenida Sete de Setembro, 2246 - Cento.
sexta-feira, novembro 06, 2015
Comecei a semana mundial do Jerez em grande estilo
Olhar essas cores com certeza já dá uma vontade gigante de provar esses vinhos.
Jerez é um vinho de personalidade, como se fosse uma outra coisa.
Mas é vinho.
O processo de produção eu contei nesse post: http://www.papodevinho.com/2014/09/solera-1847-cream-jerez-gonzalez-byass.html
Que inclusive fala de um dos vinhos que degustei essa semana em comemoração da semana do Jerez.
Compre.
Se você nunca provou um Jerez, prove.
Se achar estranho, prove de novo.
Melhor é provar sem nenhuma intenção de comparação com outro tipo de vinho, porque ele é diferente, precisa ser diferente, é elaborado de forma diferente e é deliciosamente diferente...
Enfim...
A prova foi na ABS de São Paulo.
Provei primeiro o La Guita, um *Manzanilla, que é o aperitivo preferido dos espanhóis para acompanhar tapas.
Uva palomino Fino.
No nariz tem boa intensidade aromática, com notas florais e da própria flor (tipo de fungo, que protege o vinho da oxidação na barrica - foto a esquerda).
É seco. Tem acidez média-, no máximo média, como todos os Jerez.
Esse é importado pela Zahil e vale ser provado.
Nota: 90
Preço só essa semana: 64,70
Relação preço/qualidade: 5/5
Importado pela Zahil: www.zahil.com.br
O Tio Pepe, talvez seja a marca mais vista em imagens.
É um Fino.
No nariz, notas de amêndoas, pão.
Seco, salino, pêra, acidez baixa.
Final persistente.
Nota: 91
Preço: 132 Reais
Importadora: http://www.inovini.com.br/
Relação Preço/qualidade: 3/5
O El Maestro Sierra Fino, tinha mais complexidade.
No nariz a mesma salinidade, algo amendoado e toque de azeitona.
Na boca é seco, se sente o sabor da flor.
Persistente.
Nota: 93
Preço: 148 Reais
Relação Preço/qualidade: 4/5
Importadora: www.decanter.com.br
Passamos para o Oloroso do mesmo produtor.
O El Maestro Sierra Oloroso é muito interessante no nariz.
Notas de frutas secas e de casca de laranja.
Na boca é seco, notas de marzipã e defumado.
Persistente.
Nota: 93
Preço: 162 Reais
Importadora: www.decanter.com.br
Depois veio o Solera 1847 Cream, da Gonzales Byas.
Agora se trata de um doce (Cream) com o corte da Palomino Fino (75%) com a Pedro Ximénez (25%).
É doce por adição de aguardente vínica e depois fica nas criaderas, sem presença da flor.
Envelhece 8 anos no sistema solera.
No nariz notas de figo, tâmaras (principalmente tâmaras) e caramelo.
Na boca é bastante doce, denso, pouca acidez.
Final longo.
Nota: 92
Preço: 132 Reais
Relação preço/qualidade: 4/5
Importador: www.inovini.com.br
Continuei adoçando a boca com o Premium Pedro Ximénez Sherry, da Bodega Fernando de Castilla.
No nariz ameixa seca, azeitona preta.
Na boca é denso, bastante doce, acidez baixa.
Noas de tâmaras e chocolate.
Longo.
Nota: 92
Preço: 98,20
Relação preço/qualidade: 5/5
Importador: www.casaflora.com.br
Teminamos com o El Candado Pedro Ximénez Valdespino.
No nariz notas de chocolate e ameixa preta.
Na boca bastante doce, pouca acidez, sabor de tâmaras, cacau e um toque defumado.
Longo.
Nota: 91
Preço: 198 Reais
Relação preço/qualidade: 3/5
Importadora: www.zahil.com.br
Importante: Todos os vinhos estão em promoção esta semana. Veja no site das importadoras que o preço estará abaixo do informado.
Hoje é o último dia para comprar ingressos com desconto para o Encontro de Vinhos Curitiba
Quem já foi ao Encontro de Vinhos sabe.
Pode comprar o ingresso na hora do evento, mas se comprar antes tem desconto no site: www.encontrodevinhos.com.br
Em Curitiba teremos boa variedade de vinhos, de diversos países e regiões e alguns disponíveis para venda direta, com desconto, é claro.
Vale conferir e fazer a compra de final de ano.
Quem quiser apenas conhecer e provar os vinhos, também é muito bem-vindo.
O Encontro de Vinhos Curitiba acontece amanhã, das 14 às 22 horas no hotel Lizon, na Avenida Sete de Setembro, 2246, no centro de Curitiba.
quinta-feira, novembro 05, 2015
Vertical do Châteaux Valandraud promovida pela Revista ADEGA, foi inesquecível.
Quando provo um Premier Grand Cru Classé de Bordeaux (o topo da pirâmide dos vinhos mundiais), sinto uma sensação de que nada mais importa. Que aquele momento pode ser único e que se esses gurus de plantão que tentam acertar o fim do mundo, poderiam acertar nesse momento sem nenhum problema.
A história de Jean-Luc Thunevin, contada pelo Juan Carlos Ferreira (postado no começo da semana), chega a ser impressionante.
Mostra que os grandes feitos de marketing não foram criados nas pranchetas e na maioria das vezes não foram pensados como marketing.
Posto de novo para quem não sabe da história:
Começamos a prova com o 2004.
75% Merlot e 25% Cabernet Franc.
No nariz boa intensidade aromática.
Elegante demais.
Notas de cereja, cassis, floral, cogumelo, terra, chocolate...
Na boca é seco, elegante demais. Taninos super macios, acidez equilibrada com os taninos, corpo médio+, o álcool se sente bem suave, sem nenhuma ponta, nada sobrando, nada faltando.
Muito boa intensidade de sabor.
As notas do nariz se repetem na boca, mas numa harmonia fora do comum, agora com um toque de alcaçuz e de café.
Persistência loooonnnga...
Ainda jovem.
94
O 2005 estava ainda melhor.
O corte é o mesmo 75% Merlot e 25% Cabernet Franc.
No nariz mais intnsidade. As notas de amora, cassis, ameixa... Se misturam com chocolate, café... Tudo ao mesmo tempo, tudo em harmonia.
Na boca a mesma classe.
Taninos macios e extrutura poderosa.
O corpo é médio+.
O sabor intenso, com a fruta e o café sobressaindo.
Final tão longo quanto o vinho anterior.
Ainda jovem.
Deve envelhecer com muita classe.
Nota: 97
O 2006 foi elaborado somente com a Merlot.
No nariz as frutas como o cassis, groselha, framboesa e cereja.
E notas de café, floral e grafite.
Na boca o vinho mostra que eles têm mesmo o segredo da elegância.
Ou será que o segredo é tão óbvio assim: Bordeaux.
Tem elegância e potência.
Tem taninos, mas são sedosos, finos...
Tudo no lugar.
Sabor intenso, repetindo as notas sentidas no nariz.
No final as notas de café se destacam.
Persistente.
Jovem.
Nota: 93
O 2009 também tem outro corte.
85% Merlot e 15% Cabernet Franc.
No nariz, muita intensidade e complexidade.
Notas florais, alcaçuz, cassis, tabaco...
Delicioso!
Na boca é um pouco mais encorpado que os outros, mas parece ainda mais elegante.
Os taninos não agridem nem uma criança.
Macios, sedosos, mas presentes.
A acidez chega e equilibra tudo, deixa tudo orquestrado.
No sabor a fruta domina.
O vinho está bastante jovem.
Final longo.
Deve envelhecer maravilhosamente.
Nota: 97
O 2010 era uma criança.
No corte: 90% de Merlot e 10% de Cabernet Franc.
No nariz (um pouco fechado) notas florais de violeta, acacia...
Frutas vermelhas e um toque terroso.
Na boca é potente, taninos macios, com a mesma textura sedosa.
Muito bem equilibrado.
Talvez seja a grande compra para quem gosta de guardar os vinhos (no mínimo 10 anos).
No sabor se destaca cereja e alcaçuz, somando com as notas sentidas no nariz.
Final longo.
Vinho jovem.
Nota: 94/100
Os vinhos do Château Valandraud são importados pela Casa do Porto:
Saiu o Top5 do Encontro de Vinhos Curitiba
O Encontro acontece no próximo sábado, no Hotel Lizon, no centro de Curitiba, mas como acontece sempre, o Top5 sai antes, para que o visitante da feira veja o que vai encontrar.
Os ingressos com desconto estão à venda no site do Encontro de Vinhos www.encontrodevinhos.com.br
Entre os Brancos, o domínio brazuca foi esmagador.
Cuvée Giuseppe , Chardonnay da Miolo, ficou em primeiro.
Depois vieram mais dois brasileiros da LPG Wines:
Speciale Sauvignon Blanc e Speciale Chardonnay, os dois 2014.
O intruso veio na quarta posição, o Gomila 2013, da Eslovênia, que é um corte de Furmint e Pinot Blanc, importado pela PF Wineries.
Em quinto, mais um brasileiro, e justamente do Paraná.
O Branco Casa 2015, é um Malvasia da Família Fardo, uma vinícola que fica na Grande Curitiba.
Entre os espumantes o primeiro lugar merecidíssimo do Franciacorta Villa Crespia Brut (Itália), Importado pela Grand Cru.
Em segundo ficou a cava Chozas Carrascal (Espanha).
Do terceiro pra frente só deu Brasil.
O RH Brut é de Pato Branco (paraná), em quarto o LA Brut da Luiz Argenta (Serra Gaúcha) e em quinto, outro RH, dessa vez o Extra Brut.
Entre os tintos, o Salton Gerações 2011 (edição limitada) - Antonio "Nini" Salton, um corte de Cabernet Sauvignon, Malbec, Merlot, Carbenet Franc.
Em segundo ficou o espanhol Vizar 2009, um vinho de Castilla y Leon, com corte de Tempranillo (85%), Cabernet Sauvignon (12%) e o restante de Syrah.
Em terceiro, mais um brasileiro da LPG Wines, o Spettacolo Syrah 2012.
Na quarta posição ficou o argentino Ramanegra Reserva Red Blend, importado pela Magnum.
Em quinto ficou o Trapiche Medalla 2008 Cabernet Sauvignon, importado pela Interfood.
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