sexta-feira, novembro 04, 2011

Provei os vinhos da Bodega DiamAndes do Grupo Clos de los Siete

 


A bodega DiamAndes foi a quarta a ser inaugurada do projeto Clos de los Siete. A vinícola fica em Tunuyan (Valle de Uco), aos pés da cordilheira dos Andes e tem esse nome por causa de um lago, o lago Diamente, que fica entre as montanhas. A história é a seguinte, em 1988 Michel Rolland conheceu a Argentina, se apaixonou pelo terroir e a facilidade de cultivo sem nenhuma umidade e muito sol e voltou pra França em busca de parceiros. encontrou seis, com ele sete: Clos de los Siete!
Benjamin de Rothschild (Ch. Clarke), Laurent Dassut (Ch. Dassault), Bertrand e Jean Guy Cuvelier (Ch. Léoville-Poyferré), Catherine Péré-Vergé (Ch. Le Gay), Alfred-Alexandre Bonnie (Ch. Gazin Roquencourt) e Michel Rolland, compraram 650 hectares em Tunuyan e dividiram entre si.
Cada vinícola produz os próprios vinhos e cada um fornece uma parte das uvas para produção do clos de los Siete.
Já estão prontas: Monteviejo, Flechas de los Andes, Cuvelier Los Andes e DiamAndes.

Provei 5 vinhos da Bodega DiamAndes. Gostei de 4 e compraria 3.
Provei também o Clos de los Siete, que pra mim foi o melhor de todos.



O diamAndes de Uco Viognier 2010 foi uma excelente surpresa.
No nariz, pêra, damasco, flores brancas, manga e pêssego.
Na boca o vinho tem bom volume, é encorpado, elegante e com toque sutil de madeira.
Pasou 10 meses em barricas francesas.
O final é longo e o preço 95 reais.

O DiamAndes Malbec 2010 passou 12 meses em barricas francesas (50% de primeiro uso).
No nariz torrefação, am,ora e violeta.
Na boca é encorpado e macio, bem equilibrado e elegante.
Notas de cravo e chocolate.
Final longo.
Preço: 95 reais.

O DiamAndes Perlita Malbec (80%)/Syrah (20%) 2010 foi a grande surpresa da degustação.
Custa 59 reais.
No nariz amora, violeta, canela, pimenta preta e baunilha.
Passou 10 meses em barricas francesas.
Na boca é encorpado e equilibrado.
Final longo com notas mentoladas.

O DiamAndes Gran Reserva 2007 é um vinho muito bom, mas custa 165 reais.
Elaborado com Malbec (70%) e Cabernet Sauvignon (30%).
Passou 24 meses em barricas francesas.
No nariz cassis, mirtilo, baunilha e pinho.
Na boca tem taninos firmes, bom equilibrio e notas de caramelo e especiarias.
O final é longo, mas tem uma ponta de álcool.

O melhor da degustação foi o Clos de los Siete 2008.
56% Malbec, 21% Merlot, 10% Cabernet Sauvignon, 11% Syrah e 2%.
Passou 11 meses em barricas francesas.
No nariz frutas vermelhas maduras, chocolate, baunilha e violeta.
Na boca é o mais elegante.
Encorpado e muito bem equilibrado.
Aveludado.
Notas de cravo e baunilha também na boca.
Final longo.
Preço: 79 reais (vale cada centavo).

Casa de Canhotos 2010 - Alvarinho - Portugal



Infelizmente esse vinho ainda não está no mercado brasileiro.
Recebi do produtor essa garrafa e fiquei muito bem impressionado com a qualidade do vinho.
O vinho é bastante aromático, chega e ser exuberante no nariz.
Notas de abaxixi, pêra, maçã verde e casca de lmão.
Na boca tem um toque mineral bastante interessante.
na boca o vinho é bem equilibrado, com boa acidez, corpo e notas cítricas e minerais.
O final é longo e com notas vegetais.
O vinho tem complexidade.
Custa cerca de 5 euros na vinícola.

quinta-feira, novembro 03, 2011

Naquele dia o humor de George estava bouchonné



Michel trabalhava seis dias por semana, das 9 as 18, conhecia todas as regiões francesas, sabia o lugar exato da prateleira onde estava cada vinho, sabia o nome e o sobrenome dos clientes e era capaz de falar sobre cada vinho com uma exatidão de dar inveja a Robert Parker.
George era consultor da loja, tinha uma fama que ultrapassava os limites do hexágono (forma da França), era badalado, respeitado e bem pago.
Michel ganhava o suficiente para pagar o aluguel do apartamento de 25 metros quadrados na periferia parisiense, mas sempre dizia que o que aprendia no dia a dia valia a pena.
Uma característica daquela loja do Quartier Latin era a quantidade de rótulos de diversas regiões do mundo.
Turistas e franceses chegavam a fazer fila para ouvir as sugestões e explicações de Michel. George pouco ia na loja, escolhia vinhos de outros países para entrar no catálogo, falava apenas com o dono e o mais importante, recebia uma boa quantia todos os meses.
Michel se preocupava apenas com sua vida e seu trabalho, respeitava George e nem passava pela sua cabeça colocar em dúvida a capacidade e o salário do famoso consultor.
Quando tinha uma degustação, todos olhavam para George, tentavam até copiar os gestos e movimentos. A loja tinha 8 funcionários, mas quem trabalhava mesmo era Michel.
Até pela solicitação da freguesia.
George era um verdadeiro ídolo.
Um espelho para Michel.
Sabia degustar vinhos como ninguém.
Um dia chegaram novidades da Austrália.
Michel achava estranho a Syrah ser chamada de Shiraz, mas estava curioso para conhecer aquele novo produtor que segundo George tinha recebido 90 pontos da Wine Spectator.
Ninguém podia mexer na garrafa até que George chegasse.
E ele sempre demorava, pois ia fazer ginástica, jogar tênis, almoçava com bastante calma e depois chegava com o jornal em baixo do braço.
Naquele dia ele se dirigiu a Michel e disse: "Abra os vinhos australianos e traga para degustarmos. Chame todos os vendedores."
Em quinze minutos todos estavam a postos na grande mesa de degustação.
Logo no primeiro vinho George colocou no nariz, fez uma cara feia e disparou: Bouchonné!
Os outros colocaram o vinho no nariz e trocavam olhares.
Michel nem isso fez, apenas balançou a cabeça e disse em voz baixa: Il n' est pas bouchonné, monsieur!
Claro que está bouchonné, Michel, não discuta, coloque o nariz na taça e comprove.
Agora sim Michel colocou o nariz na taça, olhou fixo para o nariz pontudo que quase tocava a barba ruiva de George e disse: Não está bouchonné.
Os outros vendedores olhavam para Michel como quem olha para um aluno que desrespeita o professor, mas não ousavam dizer uma palavra até que George disse: "Digam a ele, o vinho está bouchoné ou não está?
Frederick balançou a taça, levou ao nariz e disse: Não.
George já estava irritado e dessa vez apenas ordenou: Pegue outra garrafa logo e vamos parar com essa conversa.
Michel se apressou, trouxe a garrafa e sem nenhuma cerimônia, colocou a garrafa bem visível e girou o Screw Cap.
George fingiu que não viu, provou logo os vinhos e se retirou.
Os funcionários sabiam que o fungo que ataca a cortiça não teria sofrido nenhuma mutação que fizesse com que passasse a levar seus estragos ao metal.

5 Encontros de Vinhos em 2012 - Veja o Calendário

Rio de Janeiro - 01 de março
Encontro de Vinhos Off - São Paulo - 23 de abril
Campinas - 20 de junho
Ribeirão Preto - 18 de agosto
O último será dia 30 de outubro, mas quem escolhe a cidade é voce.
Vamos colocar no Facebook https://www.facebook.com/encontrodevinhos a votação para a escolha da cidade do último Encontro de Vinhos de 2012.

O Vinho e a Pintura - Kathleen Madison Moore - 42


Título: Fragrances of Van Gogh
Inspirado em Vincent Van Gogn

quarta-feira, novembro 02, 2011

Pizzato Reserva Cabernet Sauvignon 2005 - Vale dos Vinhedos - Brasil


A Pizzato ficou conhecida pelos Merlot's mas está longe de ser só isso. 
É uma das vinícolas brasileiras que
segue um bom padrão de qualidade. Esse Cabernet Sauvignon é bastante interessante. Passou 5 meses em barricas de carvvalho americano.
No nariz cassis, cereja, pimentão, baunilha e coco.
Na boca é aveludado, encorpado e tem bom equilibrio
.
No retrogosto notas de especiarias e chocolate.
Final longo com toque mentolado.
Custa cerca de 40 reais.

O Vinho e a Pintura - Kathleen Madison Moore - 11

Homenagem a Georges de Feure, pintor e designes francês que ia do Art Nouveau ao Simbolismo.

Vinha Grande - Douro 2022 - Casa Ferreirinh

Cereja, bergamota, violeta...  na boca tem corpo médio, taninos macios, sensação de frescor, sabor repetindo o nariz, mas com um toque de e...